sexta-feira, 29 de janeiro de 2010


O importante na gestão das políticas públicas de turismo é compreender que: Turismo é uma atividade de ponta nas sociedades atuais, envolve deleite/encanto e satisfação pessoal. Insere-se nas sociedades democráticas, complexas e pluralistas, demandando ética, desenvolvimento sustentável, respeito à diversidade e aos problemas ambientais e sociais. É uma atividade cada vez mais sofisticada e profissionalizada, exigindo familiarização com novas tecnologias de informática e telecomunicações, domínio de línguas estrangeiras, cultura geral sólida, conhecimentos específicos da área e consciência da necessidade de eficiência nas operações e alta qualidade nos serviços prestados. Turismo articula-se com lazer, entretenimento, gastronomia, eventos, cultura, esportes, hospitalidade e meio ambiente. É uma atividade sensível a problemas com guerras, terrorismo, epidemias, violência urbana, desrespeito aos direitos humanos e liberdade civis.

(Livro: Programa de Qualificação a Distância para o Desenvolvimento do Turismo: formação de gestores de políticas públicas do turismo.Mtur; Florianópolis; SEAD/FAPEU;UFSC - 2009; pag. 51)
Turismo é um fenômeno com muitos fatores econômicos positivos: cria empregos, gera impostos e o desenvolvimento. Mas se for mal planejado e implantado, pode ser fator de poluição, exclusão social, concentração de renda, aumento da prostituição e exploração sexual de crianças e adolescentes. A responsabilidade por essas questões não é exclusiva dos governos (federal, estadual ou municipal), mas da sociedade organizada como um todo. Empresários, profissionais, organizações não-governamentais, sindicatos e comunidades organizadas devem participar e se comprometer com os resultados decorrentes dos projetos turísticos. Isso implica acesso à informação e à educação, para que a discussão seja feita com base em conhecimentos mais técnicos e profundos. Uma política pública de turismo precisa levar em consideração todos esses fatores.

(Livro: Programa de Qualificação a Distância para o Desenvolvimento do Turismo: formação de gestores de políticas públicas do turismo.Mtur; Florianópolis; SEAD/FAPEU;UFSC - 2009; pag. 45)
"O Viajante"

"Pedi minhas contas, viajei e caí no mundão
Vou ver o mundo tendo o mundo como anfitrião
Florestas, rios, cidades e litorais
Pessoas, sentimentos, tradições e rituais
Colocarei meus pés em trilhas, pedras, manguezais
Fazendo o elo entre meus filhos e meus ancestrais
Serei sincero com o meu verdadeiro ser
Quero servir, quero ensinar, eu vim pra aprender

Num sonho eu era como o vento e podia voar
Voei pra ver as maravilhas de cada lugar
Dancei com os índios, mergulhei entre os corais
Troquei idéia com um coroa que era demais
Vi dreadlocks e confetes bailando no ar
E três amigas se abraçavam de se transbordar
Agradecido, aplaudi o pôr-do-sol
Por onde for terei seu fogo como o meu farol"

Deus guia os nossos passos ! Eu te amo, a você e a todos.

autor ? ... originário daqui.

"Que todos os viajantes encontrem a felicidade, aonde quer que vão. E, que sem esforço, realizem o que se propuseram a fazer. E, ao retornarem sãos e salvos, sejam recebidos com alegria por seus parentes."
Dalai Lama

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Estudo sobre empregos no turismo

Ministério do Turismo - MTur - 26 de janeiro de 2010
Pesquisa dimensiona empregos gerados no turismo

Representantes de 18 mil estabelecimentos que atuam em atividades relacionadas ao setor serão entrevistados

O Ministério do Turismo (MTur) dará mais um passo no sentido de aprimorar as informações sobre os empregos gerados pelo turismo. O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), por meio da empresa Apoio 3, inicia no próximo dia 30 uma pesquisa que vai atualizar e refinar os dados sobre a mão-de-obra ocupada na atividade turística.

Representantes de 18 mil estabelecimentos de todo o país serão entrevistados por telefone. A pesquisa contempla as Atividades Características do Turismo (ACTs) como alojamento, agências de viagem, transportes (aéreo, terrestre e outras modalidades), alimentação, auxiliar de transportes, aluguel de transportes, cultura e lazer.

Hoje, o MTur trabalha com base nas informações da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), e da Pesquisa Nacional por Amostragem Domiciliar (PNAD), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esses dados fornecem a dimensão da ocupação formal e informal para as ACTs, mas não distinguem quanto dessa ocupação é gerada por turistas e quanto é gerada por residentes.

O que se pretende agora é refinar e aprofundar o conhecimento sobre o setor para se obter um real dimensionamento da extensão e das características da mão-de-obra empregada pelo turismo. Ao receber a ligação, o representante do estabelecimento deverá informar ao pesquisador, por exemplo, a proporção de atendimentos a turistas e a moradores da cidade.

“Ao diferenciar os clientes do estabelecimento em turistas, a pesquisa fornecerá um diagnóstico dos empregos gerados pelo setor em cada estado. Assim, auxiliará na formulação de políticas que contribuirão para o desenvolvimento do setor, o que é interesse de todos os envolvidos”, afirma o ministro do Turismo, Luiz Barretto.

Segundo o presidente do IPEA, Marcio Pochmann, por meio dessas estatísticas será possível avaliar com mais precisão os impactos socioeconômicos do turismo no país.

Para o sucesso da pesquisa, é essencial a colaboração das entidades representativas do setor na divulgação da pesquisa aos afiliados e o fornecimento de informações completas e corretas sobre o estabelecimento e sua clientela. A privacidade do estabelecimento e o sigilo das informações fornecidas estão garantidos.

Entre dezembro de 2004 e junho de 2005, foi realizada uma pesquisa semelhante. Devido à mudança dos hábitos de consumo da população, uma nova pesquisa é necessária como forma de atualizar as informações. Os resultados da pesquisa, junto com dados do MTE e IBGE permitirão conhecer melhor a dimensão dos empregos gerados pelo turismo e o perfil dos empregados.

Qualquer esclarecimento adicional poderá ser feito direto com a coordenação da pesquisa, em Brasília, pelo e-mail ipea.turismo@ipea.gov.br ou por meio do telefone (61) 3315- 5555. A ligação pode ser feita a cobrar, de segunda a sexta, entre 9h e 16h.

ASCOM
Assessoria de Comunicação do MTur
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(61) 2023-7055
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quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Curso EAD de inglês focado ao turismo

Hotelier News - 20 de janeiro de 2010
Escola de idiomas oferece curso de inglês focado no turismo


Na próxima terça-feira (26) a ezLearn Educacional, instituição focada no ensino a distância oferece aos profissionais do turismo curso de inglês com ênfase em hotéis e pousadas, bares e restaurantes, serviços turísticos, comerciantes e taxistas.

Dentro da grade programática serão abordados temas especifícos sobre: como falar com o hóspede estrangeiro no momento do check-in, abordagem de pagamento, atendimento ao serviço de quarto e outros temas. O curso será ministrado em 80 aulas, sendo as 60 primeiras voltadas ao inglês básico e as últimas 20 ao setor turístico.

"Em virtude da Copa do Mundo e Olimpíadas acreditamos ser a oportunidade de qualificar o nosso equipamento. O país receberá um número enorme de turistas estrangeiros e que necessitam de pessoas que realizem um atendimento diferenciado e qualificado", diz Rodrigo Vivian, analista de Marketing da instituição.

O executivo destaca que o curso varia entre cinco meses a um ano para ser concluído. "A facilidade da internet possibilita que o aluno baixe as suas aulas e pratique o conteúdo pelo menos três vezes por semana", finaliza Vivian.

A mensalidade do curso sai por R$29,99 o os interessados podem obter informações através do endereço abaixo.
(Juliana Albino)

Para ir ao portal dos cursos acesse www.meuingles.com

Tendências no ensino do turismo

O artigo abaixo é de autoria de Bayard Do Coutto Boiteux, publicado no portal Hotel News no dia 18/11/2009. Ele traça um perfil do ensino do turismo e hotelaria e nos revela m alguns caminhos a seguir.

O ensino superior do turismo e da hotelaria no Brasil

A escolha de carreiras, como as de turismo e hotelaria deve levar em conta algumas características específicas, tanto das instituições de ensino superior, como dos corpos discente e docente. Nosso grande desafio é preparar uma mão de obra, que deverá entender muito bem a diversidade e a pluralidade da sociedade, tão bem descrita no código de ética mundial do turismo da OMT.

Precisamos que tais jovens entendam que o mundo globalizado é aquele que convive com opções políticas, religiosas e sexuais distintas, de forma harmônica. Com os grandes problemas de violência urbana nas cidades brasileiras, a vida em condomínios fechados, com completa infraestrutura de lazer e entretenimento e o fato de muitos pais trabalharem o dia inteiro,colocou na universidade uma outra atribuição, a de educar para o mundo verdadeiro os futuros bacharéis em turismo e hotelaria.

Gostaria de iniciar minhas considerações, pela importância que deve ser dada ao professor, não só na escolha do mesmo, mas, sobretudo no respeito que tal profissional merece e que parece esquecido. Para que tenhamos um aluno, plural, nasce a necessidade de um professor antenado com as mudanças do mundo e, sobretudo de nossa atividade, mas que perceba que a interação dos conhecimentos é a palavra chave no momento da concepção dos projetos pedagógicos.

Eles devem ser norteados por uma forte vontade de adequar o aluno a uma atividade, que muda diariamente, mas tem que estar embasada num grupo de disciplinas como história, geografia, legislação aplicada, psicologia, para que as componentes curriculares de cunho mercadológico possam ser mais bem percebidas e sobretudo criar no aluno, uma vontade de mudança e de inovação, capazes de revolucionar um mercado, que infelizmente sofre poucas mudanças conceituais.

O professor ainda é a figura chave para que tais impactos aconteçam e não é somente a sua titulação, que vai mostrar competência e a arte de ensinar. Muitas vezes, mais importante que um doutorado, vital hoje nos moldes de avaliação governamental, é um caminho educacional e ideológico, que permite conviver com a formação efetiva do indivíduo. Não capacitamos apenas para o mercado mas desenvolvemos um individuo capaz de se tornar agente da pluralidade, anteriormente mencionada.

Por outro lado, a proliferação de cursos de turismo e hotelaria no Brasil é uma realidade. O número é tão grande e infelizmente nem sempre traduz a qualidade almejada. Não se pode conceber uma faculdade que não tenha laboratórios práticos de hotelaria, agenciamento, eventos, incubadoras e, sobretudo que dedique parte do seu tempo a fazer pesquisas, que levam o mercado a entender melhor o valor econômico da atividade e não apenas o aspecto glamouroso, que é mormente veiculado nos anúncios de comercialização de produtos. As IES precisam criar tais espaços como forma de integração com o trade turístico, mas sobretudo para que os alunos busquem novas opções de venda.

O aluno que escolhe tais carreiras precisa estar preparado para um mundo que trabalha vinte e quatro horas, nos feriados e saber que vai abrir mão de uma série de benesses que a vida normal proporciona. O maior enriquecimento para sua vida, serão as viagens, sobretudo a culturas totalmente diferentes da sua, para que compreenda que o mundo está além das fronteiras convencionais, criadas politicamente e no campo dos tratados econômicos. Os idiomas são vitais mas deverá procurar fora da faculdade, o aprimoramento dos mesmos. Cabe muito mais a uma instituição de ensino, buscar convênios internacionais, que possibilitem cursar disciplinas no exterior, trabalhar em alguns períodos ou simplesmente fazer um intercâmbio.

Aos órgãos governamentais, cabem as diretrizes e um controle, através de métodos efetivos e não de provas que promovam o governo e que não medem realmente os conhecimentos previstos em suas normativas.

Continuamos a lutar por um ensino de turismo e hotelaria que seja democrático, que passe para o âmbito do Ministério do Turismo também, a sua formulação mas que sobretudo não engane aqueles que desejam ingressar num mercado muito competitivo, onde vão sobreviver os que desejarem muda.A Lei geral do turismo não pode esquecê-los, como o fez.

Bayard Do Coutto Boiteux é professor universitário, escritor, preside o Site Consultoria em Turismo e atualmente coordena os cursos de turismo e hotelaria da UniverCidade.