segunda-feira, 21 de setembro de 2009

PROAGÊNCIA II


Iniciou-se hoje (21/09) as inscrições para 03 (três) novos cursos E-Learning do Programa PROAGÊNCIA realizados pela ABAV em parceria com o SEBRAE e irão até quinta-feira (24/09).

Os cursos disponíveis são:

- Gestão de Pessoas em Agenciamento e Operações Turísticas - 20h

- De Agente a Consultor de Viagens - 20h

- Desenvolvendo o Turismo Receptivo - 20h

As inscrições estão sendo feitas no site da ABAV, no diretório PROAGÊNCIA.

As inscrições são gratuitas e disponibilizados para 60 alunos por turma, onde 50% das vagas são oferecidas para associados, sendo aceito somente um aluno por agência.

O que é o PROAGÊNCIA?


O Programa de Desenvolvimento Setorial em Agenciamento e Operações Turísticas – PROAGÊNCIA - é um Programa elaborado a partir de parceria entre a ABAV e o SEBRAE Nacionais. O objetivo é ampliar a competitividade e a capacidade de geração de receitas das micro e pequenas Agências de Viagens, principalmente, em especial as que se dedicam ao turismo receptivo. O ICCABAV – Instituto de Capacitação da ABAV atua como parceiro técnico-operacional.

Qual o público alvo do PROAGÊNCIA?

Micro e pequenos empresários do setor, gestores, coordenadores, encarregados e trabalhadores do Turismo. Atinge, especialmente, os que atuam mais diretamente nas atividades de agenciamento e operações de turismo receptivo.

Qual a duração do PROAGÊNCIA?

A primeira fase do PROAGÊNCIA aconteceu no período de 2005 a 2008. A partir de agosto de 2009 foi lançada a segunda fase do Programa que durará, em princípio, até maio de 2011.

O que pretende o PROAGÊNCIA?
  • melhorar a qualidade e a diversidade dos produtos e serviços de agenciamento turístico oferecidos, aumentando o fluxo de turistas, as receitas das empresas, bem como os níveis de emprego no setor, qualitativa e quantitativamente;
  • fortalecer a rede de distribuição da cadeia produtiva do turismo, cujo elo está fundamentado nas Agências de Viagens;
  • aumentar a competitividade e o desempenho das empresas, particularmente das Agências de Viagens dedicadas ao turismo receptivo;
  • ampliar a capacidade gerencial de empreendedores e gestores mais diretamente ligados ao agenciamento e operações turísticas, enfatizando a certificação profissional como ferramenta estratégica para a melhoria da qualidade dos serviços, através ações que promovam a inovação, tecnologia e conhecimento;
  • valorizar e os Agentes de Viagens;
  • fortalecer o associativismo e a capacidade de gestão dos núcleos da ABAV nos diferentes Estados, fomentando a sua interiorização especialmente no que se refere aos destinos indutores;
  • potencialização da atuação dos SEBRAEs Estaduais junto ao setor de agenciamento nas 27 UFs em conjunto com as ABAVs.

Quais são os objetivos específicos do Programa?

  • mobilizar e articular empresários, empreendedores, dirigentes e trabalhadores do turismo e do segmento de agenciamento e operações turísticas em particular, para a necessidade de se promover um forte movimento de modernização empresarial, visando à melhoria da qualidade e do aumento da produtividade setorial;
  • incentivar e apoiar o desenvolvimento de mecanismos inovadores, criativos e eficazes de organização associativa com vistas à participação mais efetiva do segmento na organização e promoção do turismo nos destinos selecionados, e à integração institucional nas políticas apontadas pelo Ministério do Turismo no Plano Nacional de Turismo, seguindo as orientações previstas da Lei Geral do Turismo;
  • desenvolver, testar, validar e promover a disseminação de um modelo estratégico de excelência da gestão empresarial em agenciamento e operações turísticas, identificando os fatores de sucesso e as competências de gestão que caracterizam este modelo;
  • melhorar a qualidade da gestão e competitividade no setor de agenciamento, aplicando e ampliando o programa educacional (presencial e à distância) desenvolvido na primeira fase do PROAGÊNCIA, capacitando agentes multiplicadores, gestores, empreendedores e colaboradores, englobando as competências relacionadas às onze funções existentes nas Agências de Viagens e outras profissões relacionadas ao setor, como Guias de e Motoristas de Turismo;
  • interiorizar, através das ferramentas de Educação à Distância disponíveis no Portal ABAV, os benefícios do PROAGÊNCIA. Essa interiorização em nível nacional é possível por meio da capilaridade que a ABAV possui em suas 27 Entidades Estaduais;
  • oferecer novas ferramentas de comercialização às Agências de Viagens, como Central de Negócios e incentivos previstos na Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas;
  • preparação das Agências de Viagens para utilizarem os benefícios do MEI – Micro Empreendedor Individual -, na contratação de serviços terceirizados;
  • promover treinamento especializado aos Agentes, melhorando qualitativamente a oferta de serviços;
  • posicionar o Portal da Competitividade e da Qualidade em Serviços de Agenciamento e Operações Turísticas (Portal ABAV: www.abav.com.br) como ferramenta estratégica de distribuição e divulgação de produtos, aprimoramento e assessoria do setor de agenciamento, capaz de contribuir para a ampliação dos negócios entre as Agências de Viagens e os fornecedores da cadeia produtiva do turismo;
  • induzir a formalização das empresas atuantes no mercado informal, de forma a atender às disposições da Lei Geral do Turismo;
  • agregar a produção associada (artesanato, gastronomia, souvenirs, agricultura familiar, etc.) às ações do turismo receptivo;
  • posicionar a ABAV como entidade referencial na capacitação e certificação do setor de agenciamento oferecendo um diferencial competitivo às Agências de Viagens;
  • reforçar a imagem do SEBRAE como entidade promotora dos interesses das micro e pequenas empresas junto ao setor de agenciamento;
  • organizar e implementar um planos de ação contributivos, no âmbito dos Destinos indutores e especialmente nas Cidades Sede da Copa Mundial de 2014, além de outros destinos considerados prioritários pelos parceiros do Projeto, contando com a adesão e apoio de Agências de Viagens associadas às ABAVs, bem como utilizando o Portal ABAV como canal de divulgação.

Quais as ações previstas para o PROAGÊNCIA?

  • Sensibilização de empresários, empreendedores, dirigentes e trabalhadores para a necessidade de um forte movimento de modernização empresarial;
  • Incentivo e apoio ao desenvolvimento de mecanismos inovadores de organização associativa;
  • Desenvolvimento, teste, validação e disseminação de um modelo estratégico de excelência e gestão empresarial no setor.

Quais são as etapas desta nova fase do PROAGÊNCIA?

Mobilização, articulação e pesquisa:
nesta etapa inicial, o PROAGÊNCIA pretende mobilizar todos os atores relacionados ao Programa através de ações articuladoras que visem o seu comprometimento com os objetivos e metas propostos. São ações que possibilitarão o envolvimento das ABAVs, SEBRAEs, Imprensa e, principalmente, o principal ator deste projeto, o Agente de Viagens.

Inovação: nesta segunda fase, o PROAGÊNCIA pretende dar continuidade ao trabalho de fortalecimento da rede de distribuição da cadeia produtiva do turismo, cujo foco está nos Agentes de Viagens. Para isso, pretende buscar ferramentas tecnológicas capazes de possibilitar estratégias de inovação aos Agentes de Viagens.

Capacitação: aproveitando o excelente trabalho de identificação e desenvolvimento estrutural e de qualidade turística desenvolvidos nos Destinos Indutores pelo Ministério do Turismo, o PROAGÊNCIA pretende reforçar a capacitação dos serviços de receptivo e comercialização desses destinos, criando assim, um modelo que poderá ser aplicado aos demais destinos turísticos de todo o país. Além de buscar novas ferramentas de capacitação, será aplicada a metodologia gerada na primeira fase do PROAGÊNCIA.

Análise da competitividade das agências de viagens: em complementação às ações de capacitação empreendidas na primeira fase, o PROAGÊNCIA pretende oferecer às Agências de Viagens a possibilidade de se auto-avaliarem e identificarem o seu grau de competitividade no mercado.
Acesso a mercado: O PROAGÊNCIA pretende criar ações que possibilitem a inserção e consolidação das Agências de Viagens no mercado, através da criação de ferramentas de apoio orientadas à competitividade do setor.

Na prática, quais os benefícios do PROAGÊNCIA para o segmento das micro e pequenas empresas de agenciamento turístico?

Inovação e diversificação dos produtos prestados, potencializando o turismo receptivo;
Ampliação da competitividade e da capacidade de geração de receitas;
Fortalecimento do modelo de gestão;
Obtenção de um diferencial no mercado a partir da identificação de seu grau de competitividade;
Segmentação, embora não obrigatoriamente exclusiva, segundo os produtos locais;
Criação de novos estabelecimentos de agenciamento e operações turísticas e, conseqüentemente, geração de empregos;
Promoção de mão de obra qualificada;
Adoção de referenciais e padrões de qualidade internacionais na prestação de serviços de agenciamento turístico;
Obtenção de referenciais de sucesso e modelos de desempenho na gestão empresarial;
Potencialização das relações comerciais com fornecedores e demais empresas da cadeia produtiva do turismo.

E quais são os benefícios para os Empresários, Gestores e Trabalhadores do Setor de Agenciamento Turístico?

Capacitação profissional segundo as competências necessárias para a correta gestão de sua empresa, bem como o apropriado atendimento aos seus clientes;
Valorização e ascensão profissional através da qualificação nas competências adquiridas;
Acesso a informações e dados para consultas, estudos e pesquisas sobre o segmento e os negócios turísticos em geral;
Fortalecimento da gestão dos empreendimentos turísticos baseada na sustentabilidade.

Quais são os parceiros do Programa?

ABAV Nacional (Coordenação Geral)
SEBRAE Nacional
ICCABAV - Instituto de Capacitação e Certificação da ABAV (Parceiro Técnico-Operacional)
ABAVs Estaduais
SEBRAEs Estaduais

Por que a parceria com o SEBRAE para o PROAGÊNCIA?

Porque um dos objetivos do SEBRAE consiste na promoção da educação empreendedora e da cultura cooperativa como uma das suas prioridades estratégicas, expressas no Programa SEBRAE de Turismo, dado o compromisso de atuação harmônica com os objetivos e as metas do Plano Nacional de Turismo e da ABAV Nacional no que tange o setor de agenciamento e operações turísticas.

(Dados retirados no site da ABAV).

Para mais informações consulte o site da ABAV Nacional.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

De novo

Partir de novo
percorrer velhas estradas
refazer conversas interrompidas
retomar projetos perdidos
olhar o recanto escondido
onde talvez estivermos
juntos
separados
no dia que ficou distante e esmaecido.

Lá onde rostos novos
repetem antigos provérbios
e dizem verdades
aos que unidos
procuram
o inacessível.

(Mauro Salles em sua obra "O Gesto")

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Viajantes do futuro

Em Administradores - Portal da Administração - 23/04/09

Mapas à mão.


Nokia, Google e Apple apostam na integração entre mobilidade e GeoWeb.

Depois da massificação da navegação veicular, os mapas digitais caem nas graças do usuário, independentemente de estar motorizado. Os telefones celulares, equipados ou não com receptores GPS, são a nova fronteira da GeoWeb.

Talvez nenhuma empresa no mundo tenha investido tanto nos serviços baseados em localização como a Nokia. Lançada no primeiro semestre, a solução Nokia Maps 2.0 colocou a gigante da área de telecom na vanguarda dos mapas para dispositivos móveis. E não parou por aí, nos próximos meses vai lançar uma aplicação que possibilitará a sincronização de informações geográficas registradas em computadores, telefones celulares e na própria internet. O usuário poderá planejar um itinerário em seu computador e transferi-lo - sem fios - para o celular. Outra novidade em teste é o serviço LifeviNe, no qual o viajante pode plotar fotos e vídeos ao longo de seu trajeto, para então compartilhá-los com outros internautas.

O Google, que está em praticamente todas as áreas da Tecnologia da Informação, não poderia ficar de fora desse mercado e já mirou seus esforços na área de mapas para celulares. Com a plataforma Android, o objetivo é aproveitar as informações inseridas pelos próprios usuários para atualizar os mapas.

Ainda em fase de desenvolvimento, através de um concurso que escolherá o melhor software, o Android é ansiosamente esperado tanto por usuários como por desenvolvedores de programas para celulares. Com código aberto, o programa pode ser moldado de acordo com as necessidades do consumidor.

Alguns dos projetos selecionados no Android Developer Challenge integram ao Google Maps e ao Android outras ferramentas baseadas em localização, como o StreetView. Em um aplicativo chamado Wikitude o usuário pode ver uma camada de informação sobreposta à superfície da Terra através da lente de seu celular, como se fosse um filtro de uma realidade paralela.

Com um chip de GPS, o iPhone 3G é a aposta da Apple para tornar-se um dos maiores players mundiais em serviços de localização. O telefone já sai da loja com a capacidade de informar a posição do usuário, além de pontos de interesse próximos. Dentro de alguns meses, a TeleNav promete fornecer um novo software para o iPhone, que incluirá navegação, comandos de voz e mapas 3D.

O que estamos vivenciando é uma nova dimensão da GeoWeb, com os benefícios dos mapas digitais chegando às mãos do cidadão comum.


Geofotos automáticas

Cientistas norte-americanos anunciaram recentemente a criação de uma tecnologia que pode estimar onde uma foto foi feita, através da comparação com outras imagens georreferenciadas por GPS. O sistema é o primeiro no mundo a “enxergar” uma imagem e automaticamente posicioná-la no globo. O segredo por trás do software são as imagens que já têm informação sobre a sua posição, presentes em serviços online como o Flickr, por exemplo.

A Microsoft anunciou no final de agosto um produto similar, resultado do trabalho no laboratório Live Labs. Com o Photosynth os usuários podem criar colagens em 3D de suas fotografias digitais, usando uma tecnologia de reconhecimento de imagens que identifica automaticamente padrões nas fotos e os combina para produzir montagens sobrepostas. Veja mais em http://livelabs.com/photosynth.

Por Eduardo Freitas Oliveira
Editor do portal MundoGEO

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Sistema "S" do Turismo

Frente Parlamentar Ambientalista - 03/09/09
Adiada para 15 de setembro a primeira votação do Sistema "S" do Turismo

Acatando sugestões dos Senadores César Borges (PR-BA) e Francisco Dorneles (PP-RJ), o Presidente da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado Federal, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), adiou para o próximo dia 15 de setembro a votação não terminativa naquele órgão técnico, do Projeto de Lei 174/09, de autoria do senador Leomar Quintanilha (PMDB-TO), que cria o Sistema S do Turismo, através do SESTur – Serviço Social do Turismo e do SENATur – Serviço Nacional de Aprendizagem do Turismo.

Com a sala da comissão inteiramente lotada na manhã de (01/09), a votação foi adiada, a pedido do relator do Projeto de Lei, que é favorável a sua aprovação, afirmando que havia acrescentado três emendas em seu relatório, para aperfeiçoamento do PLS, o que demandaria nova discussão sobre o tema, e fazia a solicitação atendendo, também, o apelo do Senador Francisco Dornelles, com posição radicalmente contrária.

O Senador Garibaldi Alves Filho, ao acatar o pedido de adiamento, marcou a votação para o dia 15 de setembro, quando será impreterivelmente votado.

O PLS 174/09 deverá passar também pelas Comissões de Constituição e Justiça, Assuntos Sociais e de Desenvolvimento Regional e Turismo.

Sistema "S" do Turismo

CNTur - 14/08/09
Audiência Pública do Senado debateu criação do Sistema "S" do Turismo

Trabalhadores dizem que burocracia e altos custos inviabilizam acesso aos cursos profissionalizantes do SESC e SENAC.

CNTur mostra viabilidade econômica e social do Sistema ‘S’ do Turismo, como única forma de desenvolver o turismo brasileiro.

O Senado Federal realizou (12/08), Audiência Pública presidida pelo Senador Garibaldi Alves Filho, reunindo três comissões técnicas da Casa – Comissão de Assuntos Econômicos, Comissão de Assuntos Sociais e Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo, para discutir o Projeto de Lei do Senado 174/09, de autoria do Senador Leomar Quintanilha (PMDB-TO), que cria o Sistema “S” do Turismo, através da implantação do SESTUR – Serviço Social do Turismo e SENATUR – Serviço Nacional de Aprendizagem do Turismo, ligados à CNTur – Confederação Nacional do Turismo.

As duas principais entidades interessadas na discussão, CNTur e CNC, foram representadas, a primeira pelo seu Presidente, Nelson de Abreu Pinto, e a segunda pelo Vice-Presidente, Luiz Gil Siuffo.

Estrutura e modernização

O presidente da CNTur, Nelson de Abreu Pinto salientou que a entidade, como entidade específica, atuando fortemente com o apoio da iniciativa privada, tem como duplicar, nos próximos 5 anos, o número de visitantes, e ofertar qualificação e aprimoramento na mão-de-obra para os trabalhadores e empreendedores do turismo nacional, gargalos esses, em 60 anos ainda não resolvidos, pela Confederação que então também representava o turismo. Acrescentou também na oportunidade que a CNTur também estimulará o turismo interno, por meio da eliminação dos seus principais gargalos, desonerando a atividade no país, e tornando-a mais acessível a todos os brasileiros.

O Presidente da CNTur salientou que podem ser oferecidos serviços de qualidade, para atender à demanda do setor, já no curto prazo, sem necessariamente precisar de estruturas faraônicas para tal, tampouco demorar 60 anos para contar com uma infra-estrutura adequada. Anunciou a criação da Rede Brasil de Qualificação e Desenvolvimento Social do Turismo, e a celebração de convênio, na área de qualificação profissional, com mais de 100 instituições educacionais de ensino do turismo em todo país. No campo social, anunciou também que a CNTur acaba de firmar Termo de Cooperação com o Ministério do Esporte e a Confederação Brasileira de Clubes - CBC, para uso das instalações físicas e equipamentos, de mais de 1000 clubes sociais e esportivos, nos 26 Estados e no Distrito Federal, para o desenvolvimento de atividades de lazer e de ações de promoção social e humana dos trabalhadores do setor do turismo e seus familiares. Nelson de Abreu concluiu afirmando que já é hora da CNC reconhecer e acatar ato jurídico perfeito, que legitima a CNTur como entidade superior de representação específica do turismo, em nível nacional.

O presidente da CNTur encerrou a sua participação afirmando de que se o setor dá prejuízo à CNC, não vê razão deles querem manter o turismo vinculado ao Sistema “S”do Comércio, já que o setor é deficitário. Além de que, se pode concluir de que sem o turismo, poderia dar ainda maior assistência ao comércio.

Trade do turismo estranha postura da FNHRBS contra os “S” do turismo e trabalhadores dizem não ter acesso aos cursos do SESC e do SENAC

O pronunciamento que causou maior estranheza aos empresários do turismo, foi o do presidente da Federação Nacional de Hotéis, Restaurantes Bares e Similares-FNHRBS, Norton Lenhart, única entidade ligada ao turismo, ainda filiada à CNC, que se posicionou contrária à criação do Sistema “S” do Turismo, afirmando que o setor é deficiente, e que os serviços da CNC atendem plenamente a demanda por qualificação de mão-de-obra do setor do turismo.

Por seu turno, o Presidente da CONTRATUH – Confederação Nacional dos Trabalhadores em Turismo e Hospitalidade, Moacyr Tesch Auersvald, apresentou relação de preços dos cursos oferecidos ao setor, pelo SESC e pelo SENAC, que inviabilizam o acesso aos trabalhadores, não só pelo elevado custo, mas pela burocracia que os cercam. Disse que para treinar mão-de-obra qualificada não precisa construir hotéis de alto luxo nem restaurantes faraônicos, mas prestar serviços eficientes, baratos, adequados às especificidades do setor, e em horário viável, para os trabalhadores do turismo. Afirmou que a estrutura atual oferecida, está elitizada, e fora dos objetivos para os quais o Sistema “S” passou a existir, que é o de qualificação técnica e desenvolvimento social para os trabalhadores. Para tal, não é necessário dispor de 21 faculdades e de uma rede hoteleira com 17000 leitos, fazendo concorrência predatória com a iniciativa privada, ponto este igualmente defendido pelo Relator do PLS 174/09, Senador César Borges.

Rede Brasil de Qualificação e Desenvolvimento Social do Turismo

O professor da USP, Mário Beni, falou sobre a recém-criada Rede Brasil de Qualificação e Desenvolvimento Social do Turismo, programa da CNTur sob sua coordenação, o qual já conta com a adesão de mais de 100 estabelecimentos de ensino, visando a qualificação de profissionais em cursos técnicos e de gestão empresarial, para os empreendedores do setor. Inicialmente, terão prioridade as 12 capitais que servirão de base aos jogos da Copa do Mundo de 2014.

O consultor Plínio Sarti, ex-Secretário Nacional de Política Sindical e Emprego do Ministério do Trabalho, falou sobre a legalidade do desmembramento da CNTur e explanou sobre a política sindical no país, em fase de expansão e modernidade, e que os atos praticados, com base na Portaria Ministerial 186, tem legitimidade, e mais de 300 novas entidades sindicais foram criadas no país sob sua vigência.

Falaram ainda os Senadores César Borges, relator do projeto PLS 174/09, dizendo que emitiu parecer favorável, pois o turismo brasileiro precisa avançar rapidamente, como uma das principais atividades econômicas do país, atendendo à própria evolução dos tempos, quando a ONU cria a Organização Mundial do Turismo, e o Brasil, o Ministério do Turismo. Por essa razão, para que funcione como deve, em busca de seus objetivos, faz-se necessário dotar o setor, com instrumentos como o proposto pelo Projeto, o Sistema “S” específico. Isso sem qualquer demérito ao sistema “S” do Comércio, que continuará sua trajetória, oferecendo serviços aos comerciários.

Por sua vez, o Senador Leomar Quintanilha, autor do Projeto, ressaltou que o país vive tempo de rápida evolução em seu comportamento econômico e social, e por isso não pode ficar atrelado ao sistema de múltiplas representações, oferecidos pelo comércio. Cada atividade precisa trilhar seu próprio caminho, na busca de sua evolução e inclusão no contexto social e econômico nacional.

Afirmou ainda o Senador que, ao apresentar o Projeto, criando o Sistema “S” específico para o turismo, está atendendo à demanda da categoria, em nível nacional, desejo este expresso na agenda única do turismo nacional, aprovada pelo setor, em 1999, como resultado do I Congresso Brasileiro da Atividade Turística - CBRATUR.

Votação em 1° de setembro

Ao final da Audiência Pública, o Senador Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), Presidente da CAE, marcou para o próximo dia 1° de setembro, a votação do PLS 174/09. A proposta ainda deverá ser apreciada nas Comissões de Constituição e Justiça (CCJ), Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR), antes de ser analisada terminativamente na Comissão de Assuntos Sociais (CAS).

A Confederação Nacional do Turismo – CNTur, pelo seu presidente e equipe técnica subsidiaram os senadores com as seguintes informações:

  1. Que o setor econômico produtivo do Turismo conquistou sua independência e caminha com suas próprias pernas, tendo na CNTur, já reconhecida pelos Poderes Executivo e Judiciário, a sua representação específica, em nível nacional.
  2. Que o desmembramento da Categoria Turismo de uma Confederação eclética, como a CNC, que representa mais de 50 segmentos econômicos, torna atos ilegais, a vinculação da Federação Nacional de Hotéis - FNHRBS, bem como a incorporação do termo turismo na nomenclatura da CNC, por falta de legitimidade em sua representação.
  3. Que o sistema ‘S’ do Comércio não está em questão, e que ninguém deixa de reconhecer a excelência da prestação de serviços aos comerciários. Todavia, não é dada a mesma atenção aos trabalhadores do turismo.
  4. Que os empresários e trabalhadores do Turismo comungam da posição de que é imperioso à categoria do turismo, ter o seu Sistema “S” exclusivo, para atender a demanda latente por qualificação do setor, levando-se em conta todas as suas especificidades.
  5. Que o Sistema “S” do Turismo não cria nenhuma despesa nova à iniciativa privada ou ao Governo, somente remanejará a contribuição compulsória dos 2,5% devidos sobre a folha de pagamento das empresas ligadas ao setor, recolhida atualmente para o comércio.
  6. Que o Sistema “S” do Turismo é viável economicamente, pois o seu modelo de gestão está sustentado em novos paradigmas, e atuará focado, exclusivamente, nos seus objetivos fins - a capacitação e desenvolvimento profissional do Turismo. Como exemplo prático, a entidade anunciou que, na área de qualificação profissional, estão sendo firmados convênios com mais de 100 instituições de ensino do Turismo, presentes em todos os Estados brasileiros e, na Área Social, foi firmado Termo de Cooperação com o Ministério do Esporte e com a Confederação Brasileira de Clubes - CBC, visando a utilização da estrutura física e equipamentos de mais de 1000 clubes sociais e esportivos nos 26 Estados e no Distrito Federal, para ações de desenvolvimento social e humano dos trabalhadores no turismo e seus familiares.
  7. Que a semente do Sistema “S” do Turismo já está germinando, com a criação da Rede Brasil de Qualificação e Desenvolvimento Social do Turismo, lançada em ato solene junto ao trade do turismo do Rio de Janeiro, no dia 31 de julho próximo passado.

Veja os textos sobre o andamento do PLS 174/09 clicando aqui. E a matéria na integra clicando aqui. (pdf)

Aproveite e cadastre-se para acompanhamento desta matéria aqui.

Chegou a vez!?

Câmara dos Deputados - 03/09/2009
Câmara aprova o reconhecimento da profissão de turismólogo

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania aprovou na quarta-feira o reconhecimento da profissão de turismólogo. Entre as atribuições desse profissional estão a organização de eventos, o planejamento e a divulgação de produtos turísticos, a formulação de políticas para o setor, a criação de roteiros turísticos e de planos de marketing, assim como o ensino na área.

A reconhecimento da profissão foi proposto no Projeto de Lei 6906/02, de autoria do então senador, e hoje deputado, Moreira Mendes (PPS-RO). A proposta recebeu parecer favorável da relatora, deputada Maria Lúcia Cardoso (PMDB-MG).

Para o exercício da atividade na área de turismo, o texto aprovado estabelece que o profissional deverá obter o registro em órgão federal da categoria, cuja criação ficará a cargo do Poder Executivo.

Como tramita em caráter conclusivo, o projeto poderá ser remetido diretamente à sanção presidencial. Ele só será votado pelo Plenário se, no prazo de cinco sessões, houver recurso assinado por no mínimo 52 deputados.

Modificações
A relatora ressaltou que o PL 6906 não regulamenta a profissão, e sim a reconhece e a disciplina, pois o poder de regulamentar é prerrogativa do Executivo. Ela acatou duas emendas aprovadas nas comissões anteriores.

A primeira suprime a exigência de que o contrato de trabalho do turismólogo seja regido apenas pela Consolidação das leis do Trabalho (CLT), típico do setor privado. Essa redação impediria o poder público de realizar concurso para contratar profissionais da área.

A segunda emenda alterou a redação do artigo que elenca as atribuições dos turismólogos. O texto original fala que as atividades serão exercidas em caráter privativo. Maria Lúcia Cardoso entendeu que as atividades são concorrentes com outras profissões e não podem ficar restritas apenas aos turismólogos.

Formação
Segundo o texto aprovado, a profissão só poderá ser exercida por bacharéis em turismo ou hotelaria, formados em instituições de ensino superior formalmente reconhecidas. Diplomas estrangeiros poderão ser aceitos desde que revalidados pelo Ministério da Educação.

O texto abre a possibilidade de reconhecimento para os profissionais de outras áreas que exercem as atividades de turismólogo na data da publicação da lei. Nesse caso, o profissional terá 180 dias, após a publicação, para comprovar o exercício contínuo da profissão por pelo menos cinco anos.