sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Regulamentação do Agente de Turismo

Do Diário de Turismo - 14/08/2009
Comissão aprova regulamentação da atividade de agente de turismo
Por Sônia Baiocchi, de Brasília.

A Comissão de Educação e Cultura aprovou ontem o Projeto de Lei 4078/08, do deputado Vital do Rêgo Filho (PMDB-PB), que regulamenta a profissão de agente de turismo, permitindo seu exercício a quem tenha concluído curso técnico de nível médio, inclusive os realizados por entidades de classe da categoria.

Além disso, o projeto cria o Dia Nacional do Agente de Turismo, a ser comemorado em 24 de abril.

Cursos no exterior

Segundo o texto, os cursos superiores de bacharelato em turismo serão reconhecidos, inclusive os feitos no exterior, desde que o diploma seja revalidado em território nacional. Ficarão protegidos os direitos do agente de turismo que, até a publicação da lei originária do projeto, tiver pelo menos dois anos na atividade.

Todo os profissionais do setor ficarão obrigados a se inscrever nos conselhos federal e regionais de entidades de turismo, a serem criados por lei posterior.

A jornada de trabalho do agente de turismo é fixada no texto em 40 horas semanais, facultada a compensação de horários e a redução da jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho.

Tramitação

O projeto, que tem caráter conclusivo, segue para as comissões de Turismo e Desporto; de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Quero é a estrada!

"Sem rumo e inconstante, necessitando ir trecho a fora, a ventos favoráveis, com fé na providência divina. Partir para voltar e voltar para partir, assim fui ontem, sou hoje e serei amanhã, um eterno viajante errante, transformando-se num "hobo"* da vida. Comprarei um "índio"* e com ele vagarei por terras distantes, viandando por aqui e acolá, acumulando experiências marcantes. Vem comigo voçê! De mãos dadas vamos sempre além, compartilhando a felicidade real. Pois como um ladrão da noite, é assim que se chegará o dia do fim e de nada adiantará as riquezas levantadas. Abandonar tudo e ir... sem lenço e nem documento, meu espiríto dicidiu assim!" (Dominique Michelin)

*hobo: vagabundo - *índio: motocicleta

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Copa do Mundo 2014

Portal Copa 2014 - 05/08/2009

Projeto Olá, turista! capacitará 80 mil profissionais de turismo

Cursos de inglês e espanhol serão ministrados à distância

Ministério do Turismo (MTur) deu início à preparação do time que receberá os turistas durante a Copa do Mundo de Futebol de 2014. A partir de 21 de agosto, 500 profissionais ligados ao setor participarão de cursos gratuitos de inglês. Trata-se da experiência-piloto do programa Olá, turista!, uma parceria com a Fundação Roberto Marinho, que capacitará cerca de 80 mil pessoas até o Mundial. O investimento do governo federal no programa é de R$ 13,92 milhões.

A fase piloto do projeto será realizada no Rio de Janeiro (RJ) e em Salvador (BA). Até dezembro, 250 profissionais de cada capital participarão dos cursos de inglês oferecidos gratuitamente pelo site www.olaturista.org.br. A partir de 2010, as vagas para os cursos de línguas serão distribuídas em cidades do Rio de Janeiro, da Bahia e do Amazonas.

Segundo Regina Cavalcante, diretora de Qualificação, Certificação e de Produção Associada ao Turismo do MTur, a escolha dos estados teve motivo certo. “Procuramos escolher diferentes regiões do País que fossem importantes portões de entrada de turistas estrangeiros.”.

Os cursos serão à distância (online). O acesso poderá ser feito a qualquer hora pelos alunos, dando flexibilidade aos horários de estudo. Além disso, os municípios contemplados terão salas de conexão, equipadas com recursos multimídia e acesso à internet. Nessas salas, os alunos poderão acessar a escola virtual com o apoio de monitores. Elas permitirão também a interação entre os alunos para que troquem informações e experiências.

Os beneficiados serão recepcionistas, telefonistas, garçons, balconistas, taxistas, guias de turismo, artesãos, policiais e outros profissionais da cadeia que trabalhem em contato direto com o público, como o garçom Francisco Mesquita: “Posso dizer que me viro no inglês e no espanhol, mas venderia mais se soubesse falar corretamente as línguas. Com certeza, o curso vai me ajudar muito no trabalho. Por isso será muito importante para mim”.

As inscrições para o piloto já foram fechadas, mas a partir de 1º de setembro as entidades interessadas devem se cadastrar no site do projeto para o preenchimento das vagas de 2010. Os municípios atendidos Rio de Janeiro serão a capital, Búzios, Paraty, Petrópolis e Angra dos Reis. Na Bahia, Salvador, Lençóis, Porto Seguro, Maraú e Mata de São João. E no Amazonas, Manaus, Barcelos e Parintins.

Vale lembrar que para participar dos cursos é preciso fazer parte de uma entidade ligada ao turismo. Podem participar pessoas com mais de 18 anos, alfabetizadas, preferencialmente com o ensino fundamental concluído e/ou microempresários autônomos, que exerçam atividades ligadas direta ou indiretamente ao turismo.

Texto original aqui.

Viagem moderna em expansão

Valor Econômico - 05/08/2009
Daniel Rittner, de Brasília

Além do Brasil, trem-bala se espalha em dez emergentes

Com quatro décadas de atraso, os trens de alta velocidade estão chegando ao mundo em desenvolvimento, onde mais de dez países inauguram suas primeiras linhas ou avançam em projetos com essa tecnologia, ligando as suas principais cidades. A expansão dos investimentos em infraestrutura, o aumento da renda per capita e até mesmo o orgulho nacional de ostentar um projeto grandioso começam a abrir uma nova fase para os trens-bala. "É a hora dos países emergentes", diz Philippe Delleur, presidente no Brasil da Alstom, empresa francesa que ganhou o contrato para uma linha de alta velocidade na Argentina e confirmou o interesse em participar da licitação para o trem Rio-São Paulo-Campinas.

O Shinkansen, primeiro projeto do gênero, foi inaugurado no Japão em 1964. A tecnologia chegou à Europa em 1981, quando entrou em operação comercial a ligação entre Paris e Lyon. Foi só em 2003 que deixou de ser exclusividade dos países ricos, com a abertura da primeira linha na China. Um ano depois, os chineses já operavam o trem mais rápido do planeta, com o sistema baseado no princípio da levitação magnética), que viaja a até 430 km/h e liga uma estação em Xangai ao aeroporto internacional da cidade.

Hoje, a China tem 4.075 quilômetros de linhas de alta velocidade planejadas e outros 3.404 quilômetros já em construção, incluindo o Expresso Pequim-Xangai, linha orçada em US$ 31 bilhões e que reduzirá de dez para cinco horas o tempo de viagem entre as duas cidades, separadas por 1.318 quilômetros. Em março, a Turquia inaugurou parte da ligação entre Ancara e Istambul.

Índia, Irã e Marrocos têm projetos de trem-bala em estudo. A Arábia Saudita planeja o "Trem do Islã", ligando em 30 minutos as duas mais importantes cidades para os muçulmanos, Meca e Medina. Já a Rússia quer montar uma rede de linhas de alta velocidade até 2020. Estão previstos, até 2010, investimentos em torno de US$ 8 bilhões. Em um primeiro momento, um conjunto de novos trens está sendo implementado no trajeto Moscou-São Petersburgo, diminuindo o tempo de viagem para 3h45. No futuro, até 2018, será construída uma linha paralela à atual, com velocidade operacional de 330 km/h.

O vice-presidente técnico da Alstom Transporte, François Lacôte, enumera três fatores determinantes para a adoção dos trens-bala por um país. Além de concentração populacional nas duas pontas do projeto - para alimentar a demanda -, o nível de renda dos habitantes precisa ser compatível com o valor das tarifas cobradas a fim de viabilizar o investimento.

O terceiro fator é a "vontade política" dos governos, afirma Lacôte, um dos pais do TGV francês. "Na Coreia, os três elementos estavam presentes", diz o executivo e pesquisador. O país asiático adotou a tecnologia da Alstom em 2004 e hoje quer participar do trem brasileiro. "Já nos Estados Unidos, faltava o terceiro elemento, mas isso pode mudar com o governo Barack Obama."

O presidente da WerkShire Infraestrutura e Participações, José Alexandre Resende, acrescenta dois outros ingredientes: a topografia e a disposição dos governos em conceder subsídios para a operação das linhas. "O transporte ferroviário de passageiros em trajetos de longa distância é subsidiado no mundo inteiro", diz Resende, que esteve no comando da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) entre 2002 e 2008.

Já a topografia é decisiva no valor dos investimentos necessários. No eixo Rio-São Paulo-Campinas, onde o relevo é fortemente acidentado e 90 quilômetros serão percorridos em túneis, o custo foi estimado em R$ 34,6 bilhões. No percurso de 710 quilômetros da linha Buenos Aires-Rosário-Córdoba, o relevo mais plano e o aproveitamento parcial de corredores existentes diminuem o investimento para cifras próximas de US$ 3 bilhões.

Para o executivo francês, os trens de alta velocidade devem ganhar mais espaço em todo o mundo, por causa das preocupações com o aquecimento global. "É um crime contra o ambiente usar avião para trechos de 500 quilômetros", diz Lacôte. Segundo ele, a emissão de CO2 por passageiro transportado é 50 vezes menor no trem-bala do que no avião.

Na França, a participação das empresas aéreas caiu para 10% do total de passageiros em ligações ferroviárias que podem ser cobertas em até duas horas. A opção pelo avião, em trajetos como Paris-Lyon, passou a ser adotada basicamente por passageiros internacionais em conexão na capital francesa. Nos trechos de até três horas, como Paris-Marselha, a relação é de 70% de passageiros para o TGV e de 30% para o aéreo.

Apesar do cenário promissor para os trens de alta velocidade nos países emergentes, ainda é no mundo desenvolvido que eles mais se expandem. A Espanha deve mais do que triplicar a rede atual e a França tem um plano de novas linhas para os próximos 15 anos. Para a Alstom, que fabrica composições de carga e trens de metrô, por exemplo, o TGV só representa de 10% a 15% da receita de sua divisão de transportes.