quinta-feira, 30 de abril de 2009

Potencial Brasileiro

Embratur - Instituto Brasileiro de Turismo
Boletim Informativo - Ed. n.º 28 - Março 2009


País em Primeiro Lugar entre as Economias da América Latina.

O World Travel and Tourism Council (WTTC) divulgou a Conta Satélite do Turismo (Tourism Satellite Accounting – TSA) para 2009. O estudo, elaborado pela Oxford Economics, quantifica os diversos aspectos de viagens e turismo de 181 países.

O Brasil, que em 2008 era a 14º nação do mundo com a maior economia de turismo, saltou para a 13º posição em 2009. O País ocupa o primeiro lugar entre as economias de turismo da América Latina (entre 19 países).

O presidente do WTTC, Jean-Claude Baumgarten, tem uma visão otimista em relação aos países emergentes - entre eles o Brasil: "estes países serão peças fundamentais na retomada do crescimento econômico mundial, gerando milhões de novos viajantes das crescentes classes-médias", declarou. "Isto pode significar tanto um incremento para as viagens internacionais como também criar, cada dia mais, um vibrante turismo doméstico".

Entre os dez primeiros do mundo

O País encontra-se em quinto lugar no ranking geral das economias que devem gerar, em termos absolutos, o maior número empregos diretos em 2009. No quesito que avalia a geração de empregos diretos e indiretos, o Brasil ocupa a sétima posição.

O estudo avalia ainda os países onde mais devem crescer as exportações de produtos turísticos de viagens – quesito que mede os gastos de estrangeiros em produtos e serviços ligados ao turismo e seu impacto na economia local. Neste item, o Brasil ocupa o oitavo lugar entre os 181 países avaliados.

Os relatórios da Conta Satélite trazem previsões e possíveis cenários para os próximos dez anos para o setor, para preparar a indústria do turismo e oferecer dados para ajudar os governos a traçar estratégias.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Mais sobre Turismo Corporativo

Do Portal Fator Brasil - 19/02/2009

TMS proporciona agilidade no controle de viagens corporativas

Desenvolvido pela Argo IT, sistema maximiza gestão de viagens e gerenciamento de despesas.

De operação é simples, o TMS - Travel Menagement System é altamente configurável para a necessidade das corporações, e pode ser facilmente integrado ao sistema de gestão (ERP) da empresa e da própria agência de viagens com a qual opera. Desta forma, ficam garantidas as políticas de viagens e, por meio de modernos recursos integrados aos sistemas de companhias aéreas, rede de hotéis e locadoras de carros, há uma redução de pelo menos 9,3% nos gastos diretos.

Atualmente, mais de 280 empresas de diferentes segmentos já adotam o TMS no Brasil. "No mercado brasileiro, acredito que apenas 10% das grandes companhias têm alguma ferramenta de planejamento e gestão de viagens", observa Luigi Botto, sócio da Argo IT. "É muito pouco. Nos EUA e Europa, cerca de 70% têm algum tipo de sistema de self-booking de vôos, hotéis e carros. Mas é um serviço em crescimento no Brasil, principalmente neste momento em que todos estão atentos a custo".

Por meio do TMS é possível comparar e filtrar em tempo real todas as opções cadastradas de companhias aéreas, hospedagem e locação de carros. A integração às reservas online é feita por meio de um sofisticado módulo de inteligência conectado aos serviços de companhias nacionais como TAM, Gol, OceanAir, Azul, Web Jet, entre outras, além das que utilizam o sistema de conteúdo GDS e as de bandeiras internacionais.

Em poucos minutos o próprio usuário pode fazer a reserva e emitir bilhetes, respeitando a política de viagens de sua empresa. Executivos, gestores da área, secretárias e outros funcionários autorizados só conseguem efetuar o self-booking dentro dos parâmetros previamente definidos para o tipo de serviço e fluxo de aprovação.

Na pesquisa de um voo internacional, por exemplo, o sistema ordena em uma mesma tela, com rapidez e precisão, as opções das várias companhias aéreas, com detalhes como tempo de duração, número de escalas, classe no avião ou assentos disponíveis. O TMS lista as tarifas que possuem o desconto de eventuais acordos comerciais da corporação com fornecedores e também as promocionais. Garante o controle total da solicitação de hotéis e veículos.

O TMS conta ainda com um sistema de gerenciamento de despesas de viagens, tais como extras em hotéis, táxi e refeições. Relatórios precisos que propiciam o controle, aliado a um moderno painel gráfico que analisa os principais indicadores de viagens, dão em tempo real a dimensão dos gastos com as viagens. Outra vantagem é que o sistema está disponível 24 horas e com acesso de qualquer lugar. Então mesmo fora do País o executivo pode realizar o self-booking e alterar seu roteiro. Além destes controles, o TMS conta com um aplicativo que analisa a emissão de gás carbono da viagem e indica que compensação pode ser executada.

Para ser implementado, o TMS não exige investimentos em infra-estrutura. É um software flexível, projetado para trabalhar em conjunto com os sistemas mais utilizados mundialmente, com total segurança na transmissão de dados. A Argo IT treina no uso do TMS tanto a agência de viagens parceira da corporação como os funcionários autorizados a operar o self-booking.

Perfil da Argo IT - Fundada em 2006, a Argo IT surgiu da união de profissionais de tecnologia que vislumbraram um nicho de mercado a partir da carência de aplicativos voltados ao segmento de turismo e lazer. A companhia atua na gestão de projetos de desenvolvimento de softwares, com integração de sistemas, desenvolvimento de ferramentas de busca e soluções baseadas na plataforma web. Mas especializou-se sobretudo na criação de programas de gestão de viagens corporativas, trabalhando junto a grandes agências de turismo corporativo e a empresas de diferentes setores.

Rede de Relacionamento do Setor Turístico


Uma ótima ferramenta para desenvolvimento e integração de pensamentos turísticos e de profissionais, disponibilizado no mundo virtual, é conhecida como Turismo 2.0. É uma rede de relacionamento social voltado para o setor turístico (um orkut turístico por assim dizer). Excelente ambiente onde é possível passar e receber conhecimentos e informações, fazer contatos ou amigos e se interar do mundo turístico. Há também a Turismopédia (enciclopédia livre do turismo) na qual todos podem colaborar para crescimento de informações.
Só que há um porém, o site é totalmente em espanhol. Confiram ai!

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Como controlar os seus custos de viagem e entretenimento

*Rich Freeman

Os gastos em viagens e entretenimento representam o tipo de despesa que a maior parte das empresas pode gerir melhor. As viagens são muitas vezes vistas como uma das principais despesas controláveis de uma organização, juntamente com as recompensas e os cuidados de saúde. Necessita de ajuda para diminuir os seus custos relacionados com viagens de negócios? Este artigo proporciona algumas orientações a seguir.

Resumo

As empresas devem criar uma política de viagens por escrito, garantir que os colaboradores a compreendem e publicá-la num local online com grande destaque.

As agências de gestão de viagens fornecem dados completos sobre os gastos, que pode utilizar para negociar melhores tarifas com parceiros de viagens preferidos.

Os sistemas automatizados de gestão de despesas e auditoria regular a relatórios de despesas ajudarão a minimizar erros e fraudes.

As empresas de média dimensão continuam a assistir a um aumento dos seus gastos em viagens e entretenimento. Com os empresários a viajarem cada vez mais e o aumento do preço dos combustíveis a fazer crescer as tarifas aéreas, torna-se cada vez mais difícil controlar efetivamente os gastos com viagens. Em Novembro de 2005, um inquérito da American Express aos executivos de finanças dos EUA, em grande parte realizado em empresas de média dimensão, 56 por cento dos inquiridos previam maiores custos de viagem em 2006.

No entanto, ao contrário de alguns custos de negócio, esta é uma despesa que a maior parte das empresas pode gerir melhor. Como? De acordo com os peritos do mercado de viagens, os princípios básicos da gestão dos custos das viagens são simples:

Definir regras e desenvolver uma política de viagens adequada.

Aproveitar bem a capacidade financeira da sua empresa.

Analisar com cuidado os relatórios de despesas

Defina uma política de viagens adequada

Os peritos em viagens recomendam começar com a elaboração por escrito de uma política de viagens empresariais. Sem orientações concretas sobre quais os voos a apanhar, os hotéis a reservar e as despesas a comunicar, até mesmo os colaboradores com um mais forte sentido de ética acabarão inadvertidamente por tomar decisões que desperdiçam dinheiro. Por exemplo, de acordo com um inquérito de Junho de 2006 realizado pela Business Travel News, as empresas de média dimensão fazem apenas 48 por cento das suas reservas online — mesmo quando os estudos do mercado das viagens demonstram que as empresas podem poupar cerca de 15 por cento adquirindo os bilhetes na Internet.

De maneira geral, uma maior especificidade significa maiores poupanças, dizem os peritos em viagens. Mas acrescentam que as políticas muito extensas podem ser mais complexas e acabarão por criar ressentimentos por parte dos colaboradores.

Quando a sua política estiver pronta, comunique-a aos colaboradores através de ações de formação e publique-a na intranet da sua empresa.

Consolide os seus gastos

Outra estratégia fundamental para reduzir os gastos de viagem é marcar todos os voos, quartos de hotel e carros de aluguel através de uma agência de gestão de viagens empresariais. Essas empresas, que normalmente fornecem serviços online e por telefone, podem ajudar a fazer cumprir a sua política de viagens. Mais importante, proporcionam dados completos sobre os padrões de gastos, que pode utilizar para negociar reduções de preços com os parceiros de viagem preferenciais. Por exemplo, algumas companhias aéreas oferecem descontos às empresas que gastam apenas 500,000 dólares por ano em bilhetes, mas apenas se conseguir comprovar o seu histórico de compras.

Assim, não são apenas as grandes empresas as únicas a obter descontos nos preços. Por exemplo, embora as grandes cadeias de hotéis normalmente tenham relutância em negociar com empresas de média dimensão, um determinado hotel muitas vezes reduzirá os tarifas se você ou os seus colaboradores forem hóspedes frequentes.

É claro que pode ser difícil fazer cumprir uma política de fornecedores preferidos junto dos colaboradores. Em 2005, as empresas de média dimensão fizeram reservas de 31 por cento dos voos, 35 por cento dos quartos de hotel e 20 por cento dos carros de aluguel junto de fornecedores não preferenciais, de acordo com um inquérito realizado pela Business Travel News. Para baixar estes valores, os peritos em viagens recomendam desencorajar ou proibir as viagens com parceiros não aprovados, chegando ao ponto de não reembolsar os colaboradores que violem repetidamente esta política.

Inspecionar cuidadosamente os relatórios de despesas

Para evitar erros e fraudes dispendiosos, é igualmente recomendável analisar os relatórios de despesas de viagem da sua empresa. O inquérito de 2005 da American Express verificou que 22 por cento das empresas nos EUA tomaram ações punitivas contra os colaboradores que abusaram das despesas no ano anterior. Considere fazer uma auditoria regular a pelo menos uma percentagem dos pedidos de reembolso.

Os negócios podem reduzir as violações dos relatórios de despesas utilizando sistemas automatizados de gestão das despesas (veja a funcionalidade Business Portal Project Time and Expense no Microsoft Dynamics GP).

O pré-preenchimento dos relatórios de despesas eletrônicas com dados dos emissores de cartões de crédito pode limitar as oportunidades de ocorrência de fraudes e erros de introdução manual. Além disso, a análise e a aprovação online podem reduzir em 80 por cento ou mais o custo de processamento de um relatório de despesas em papel, de acordo com a PayStream Advisors, uma empresa de consultoria de viagens de negócios.

Obtenha melhores justificações para a realização de viagens

Naturalmente, a melhor forma de diminuir as suas despesas em viagens é reduzir o número de viagens dos seus colaboradores. A XRT Inc. com sede em Paris, um produtor de software de gestão financeira com 400 colaboradores, utiliza o Microsoft Office Live Meeting para substituir as viagens de negócios por sessões de conferência através da Web, de acordo com Mark Adams, gestor de produtos da XRT. "Reduzimos consideravelmente as despesas de vendas, minimizando a necessidade de viajar para apresentar os nossos produtos," diz.

Da mesma forma, a equipa de implementação da XRT já não necessita de deslocar os consultores por avião para o escritório de um cliente para curtas sessões de formação. "Se apenas necessitam de uma hora, não há necessidade de pagar um dia completo de consultoria e despesas de viagem," diz Adams. Feitas as contas, as conferências Web ajudaram a XRT a reduzir em metade o seu orçamento para viagens.

No entanto, em última instância, a verdadeira chave para controlar os custos de viagem e entretenimento tem menos a ver com ferramentas do que com atitudes, diz A. Ernest Whiton, director financeiro da ZOLL Medical Corp., uma empresa de média dimensão com sede em Massachusetts. "Tentamos passar a mensagem às pessoas de que quando viajam em negócios para a empresa, devem gastar como se estivessem a gastar o seu próprio dinheiro," diz. Incutir essa mentalidade é a melhor arma de uma empresa contra gastos supérfluos em viagens e entretenimento.

Rich Freeman é um autor freelancer de Seattle especializado em negócios e tecnologia. Obteve mais de 14 anos de experiência em estratégias de marketing e comunicações no sector das TI.

De Microsoft - Midsize Business Center - sem data.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Check-in

Informativo Dados & Fatos
Ministério do Turismo - Março de 2009 - Ano 2 n.º 3

Empréstimos para o turismo cresceram 39,7% em 2008

Os bancos oficiais emprestaram 39,7% mais dinheiro às empresas do setor de turismo em 2008 do que no ano anterior. Os recursos para capital de giro e investimentos somaram R$ 3,6 bilhões, contra cerca de R$ 2,6 bilhões registrados em 2007. De 2003 a 2008, foram R$ 12 bilhões em operações de crédito realizadas.

A diferença de mais de R$ 1 bilhão superou a expectativa das instituições financeiras que estimavam operações de R$ 3,4 bi em 2008. O Banco do Brasil liberou 49% dos recursos, seguido da Caixa Econômica Federal com 41%. Juntos, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Banco do Nordeste e Banco da Amazônia emprestaram 10% do total.

Investimentos no Turismo

Informativo Dados & Fatos
Ministério do Turismo - Março 2009 - Ano 2, n.º 3


Brasil intensifica ações para atrair investidores em empreendimentos turísticos.

O Brasil é o segundo destino mais atraente do mundo para os investidores em 2009, segundo a Associação Americana de Investidores Estrangeiros em Imóveis (AFIRE). Na pesquisa realizada no último quadrimestre de 2008, auge da crise internacional, foram ouvidos 16% dos membros da entidade. Os empresários detêm cerca de US$ 1 trilhão em suas carteiras de investimento.

De olho nesses números e nas oportunidades de investimentos proporcionadas pela realização da Copa no Brasil, em 2014, o Ministério do Turismo decidiu intensificar o trabalho de divulgação do país no exterior. A Embratur, os ministérios da Indústria e do Comércio e das Relações Exteriores e entidades privadas do setor imobiliário serão alguns parceiros nessa empreitada do Departamento de Financiamento e Promoção de Investimentos no Turismo (DFPIT).

“Alguns empreendedores estão revisando o planejamento, reduzindo o tamanho dos projetos ou alargando o cronograma. O Brasil, no entanto, continua com diferenciais competitivos muito fortes como a depreciação cambial, o processo de retomada da malha aérea internacional, o esgotamento de outros destinos internacionais para investimentos em segunda residência e o preço (veja quadro)”, afirma o diretor do DFPIT, Hermano Carvalho.

A estratégia é usar todos os meios disponíveis para expor as potencialidades do mercado turístico brasileiro e atrair investimentos estrangeiros para o setor. A estrutura das representações diplomáticas brasileiras, principalmente na Europa e Estados Unidos, será utilizada para promover reuniões com investidores internacionais. Assim como as feiras continuam sendo importante veículo de divulgação.

No ano passado, a embaixada brasileira em Londres promoveu um workshop para cem investidores ingleses em paralelo à OPP Live, o principal evento de investimentos imobiliários e turísticos do Reino Unido. Na Espanha, durante a Barcelona Meeting Point, foram realizadas palestras sobre segurança nas transações imobiliárias, opções de financiamento no Brasil, força do mercado de segunda residência no país e particularidades e tendências do mercado. Em todos os locais o diretor do MTur fez um painel sobre as oportunidades para a Copa do Mundo.

Mercado – Estudo produzido pela BSH Travel Research, consultoria do setor de hotelaria, estima investimentos futuros da ordem de R$ 5,6 bilhões até 2012 no país. A pesquisa identificou 172 empreendimentos em estágio de desenvolvimento, construção ou implantação, que equivalem a 36.602 unidades habitacionais.

A maioria dos hotéis, resorts e flats serão construídos nas regiões Sudeste e Nordeste. Nesta última, a estimativa é de 75 novos hotéis ao custo de R$ 3,73 bilhões, aumentando a oferta em mais 23 mil unidades com geração 36 mil empregos diretos.

Ao avaliar possíveis impactos da crise no mercado nacional, o estudo revela que os resorts são os empreendimentos que mais devem sofrer com a crise. Os hotéis urbanos, segundo a entidade, têm seu desenvolvimento pautado pelo crescimento econômico do Brasil e com lastro de demanda real que minimizam os riscos.

Em relação à segunda residência, há uma explosão de investimentos por parte de grupos turísticos e imobiliários internacionais. Segundo dados do Banco Central, em 2007, os investimentos em segunda residência por estrangeiros não-residentes no Brasil somaram US$ 646 milhões. Nos próximos oito anos o Nordeste deve comercializar entre 80 e 100 mil imóveis com essa finalidade.