terça-feira, 24 de março de 2009

A academia e o mercado profissional

Revista Host - Edição 24 - Março 2008.

Hoje a atividade turística já se destaca como grande geradora de empregos. Com base nos estudos do Ministério do Turismo, com apenas R$ 16,2 mil de investimento é possível criar um novo posto de trabalho no setor. Em seguida, vem a indústria têxtil, que requer um investimento de R$ 27,4 mil, e a construção civil, com R$ 28 mil. Já a siderurgia, na outra ponta, necessita de R$ 68 mil para criar um novo emprego.

À luz dessas informações, valem algumas reflexões. Para gerar empregos uma soma de fatores devem ser considerados: a explosão populacional, a longevidade, a expectativa de vida, os investimentos, as rendas, os padrões de consumo, as poupanças. Na realidade, a economia, como ciência da escassez, tem sido a grande base para entender, diagnosticar e prognosticar as opções de melhoria contínua nas vidas de todos nós.

A macro e micro economias estão relacionadas quando se discute as relações entre o mundo acadêmico e o mundo empresarial. A macroeconomia e suas orientações têm como objetivo, em última instância, a busca da melhoria contínua da qualidade de vida da população. As intervenções governamentais buscam, salvo melhor juízo, diminuir as desigualdades sociais e econômicas. Já a microeconomia deve ser a ela complementar, quando envolve questões como investimentos produtivos, aumento de renda e geração de empregos.

Não vamos entrar no mérito da parcela da participação do estado na economia de um país e nem nas parcelas dos impostos, taxas e contribuições que as pessoas físicas e jurídicas pagam para o seu financiamento. Na realidade, para que se cumpra a expectativa de um estado indutor do desenvolvimento, é importante salientar a geração de mais empregos.

Semestralmente, assistimos ao ingresso de milhares de jovens universitários que buscam oportunidades de trabalho em um mercado globalizado, excludente e competitivo. O mundo acadêmico deve estar interligado ao mundo empresarial e ao mundo político. Entretanto, os trabalhos de pesquisas e propostas acadêmicas para transformarem nosso planeta em um mundo melhor são simplesmente relegados ao segundo plano quando não existem novas oportunidades no mercado de trabalho.

A dura realidade é que não existem empregos para todos. A grande alternativa é identificar um conjunto de ações possíveis que contemplem a empregabilidade e o aperfeiçoamento contínuo do “saber-fazer” no segmento que se pretende atuar. Será o suficiente? Acreditamos que sim. Sejamos otimistas. Sempre. Entretanto, só o tempo dirá quem tem razão.

*Abdon Barretto Filho é economista e diretor da Rede Plaza de Hotéis

quarta-feira, 11 de março de 2009

Viagens Corporativas aquecidas

Revista HotelNews - 09/02/2009

A terceira pesquisa Indicadores Econômicos das Viagens Corporativas (IEVC) indicou que o setor movimentou aproximadamente R$ 33 bilhões durante o ano passado. O faturamento total somou R$ 17,46 bilhões, 6,78% mais do que em 2007. O estudo, realizado com coordenação do professor da ECA-USP, Hildemar Brasil, é resultado de uma parceria entre a Associação Brasileira de Gestores de Viagens Corporativas (ABGEV) e outras três entidades setoriais.

Ainda segundo o estudo, em 2008 o setor de viagens corporativas gerou 227.254 empregos diretos, quase 10 mil a mais do que no ano anterior. Indiretamente, ainda foram gerados mais de 250 mil postos de trabalho. De acordo com dados do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e da Organização Mundial do Turismo (OMT).

A expectativa para 2009 é de um incremento de 5,54%, atingindo R$ 18,43 bilhões. A pesquisa foi apresentada durante a abertura do 4º Encontro Latino-Americano de Viagens Corporativas e Tecnologia (LACTTE), realizado esta semana, em São Paulo.

domingo, 8 de março de 2009

Procedimentos Básicos para Condutores

Um material importante para quem trabalha como condutor de atividades turísticas ou planeja essas atividades ou então, têm interesse em conhecer mais, é esse que segue abaixo, na qual nos mostra os procedimentos básicos, as condutas e posturas, os conhecimentos e requisitos/competências necessários para esse profissional desempenhar suas atividades e a realizar um atendimento de excelência.

Este material é encontrado também no site Férias Vivas e tem como fonte Pega Leve e Brasil Aventuras Expedições.


1- CONDUTA E POSTURA EM AMBIENTES NATURAIS

Planejamento é Fundamental
• Entre em contato prévio com a administração da área que você vai operar para tomar conhecimento dos regulamentos e restrições existentes.
• Informe-se sobre as condições climáticas do local e consulte a previsão do tempo antes de qualquer atividade em ambientes naturais.
• Viaje em grupos pequenos de até 10 pessoas. Grupos menores se harmonizam melhor com a natureza e causam menos impacto.

2- ECOLOGIA, BIOMAS BRASILEIROS E SUAS CARACTERÍSTICAS
Todo condutor tem o dever profissional de saber as características do Bioma que está sendo visitado e os cuidados de mínimo impacto ambiental adequados àquele ambiente.
As atividades são, na maioria das vezes, utilizadas por pessoas que desconhecem a região a ser visitada, e preferem a comodidade e a segurança de um condutor, em vez das explorações individuais.
Partindo dessa realidade, cabe ao condutor ser não apenas um mero indicador de caminhos, mas sim um intérprete ambiental, fazendo com que os visitantes absorvam ao máximo informações referentes à diversidade natural, cultural e histórica de uma região.

Conhecimento de informações naturais, históricas e culturais
• Ter interesse em pesquisar novas fontes de informação e estar sempre atualizando seus conhecimentos.
• Todo condutor deve orientar as pessoas do grupo sobre os cuidados com o meio ambiente.
• Conhecer os costumes da região e respeitá-los.
• Orientar os clientes sobre os destino do lixo: “lixo é no lixo”.
• Saber proporcionar ao cliente novos conhecimentos sobre o local visitado.

3- CÓDIGO DE POSTURA DO CONDUTOR DE AVENTURA
• Capacidade de liderar grupos O guia ou condutor deve ser mais do que uma pessoa que conduz outras por caminhos desconhecidos, ele deve inspirar confiança e responsabilidade, passar ao grupo a segurança de que todos estão em boas mãos e que sairão daquele passeio com uma experiência rica de vivência com a natureza e com as outras pessoas. Ser líder é saber ouvir as pessoas e saber tomar decisões que influenciarão diretamente no sucesso da viagem. Seja profissional: a atitude do condutor define o rendimento e a satisfação do grupo.

• Criatividade
Principalmente durante as dificuldades, o condutor será aquele que tomará as iniciativas e que dará o exemplo. Pense bastante sempre antes de tomar alguma decisão. Nos momentos mais difíceis, você deverá estar calmo, tranqüilo e consciente dos seus atos. Exercite a criatividade, isso fará com que muitas vezes uma viagem que poderia estar perdida, se transforme em uma nova aventura. Em alguns lugares, somente a criatividade e perspicácia conseguirão solucionar problemas. Esteja sempre com bom preparo físico e emocional; quando as pessoas estiverem mais cansadas e ansiosas, você deverá estar pleno de suas condições e dará a palavra amiga e o conforto necessários.

• Qualidade das informações
Não tenha vergonha de dizer não sei. Nunca pense que conseguirá e n g anar as pessoas dando uma informação incorreta. Mais cedo ou mais tarde seus clientes vão descobrir e você perderá toda a confiança do grupo. Procure se informar, estude sempre, saiba tudo sobre os roteiros, fique atento aos noticiários, saiba conversar sobre tudo um pouco. As pessoas não esperam de um guia apenas informações mecânicas; elas querem conversar, aprender coisas novas e se encantar com os mistérios e com as diferenças dos lugares visitados. Se você não souber alguma informação, procure se informar e tente, até o final da viagem, dar um retorno à pessoa.

• Conhecimento
Ter conhecimento prévio dos locais a serem visitados (caminhos, estradas, trilhas alternativas, condições das trilhas, distâncias, tempo), assim como rotas de saída, caso ocorra algum acidente, contatar os donos ou responsáveis por propriedades particulares, caso seja necessário.
Conheça bem o destino ou roteiro onde você levará o grupo. Não cabe nesta atividade o amadorismo, é necessário conhecer bem o local e todas as informações que sejam necessárias para o sucesso da viagem. O condutor, principalmente do local, deve conhecer melhor que ninguém a região onde trabalha. Por ser do lugar ou das proximidades, ele vive o dia a dia do local, e fala por experiência própria. Conhece as pessoas, os animais, as plantas, sabe de onde vem o vento de chuva, onde ficam as cachoeiras; o condutor dispõem de informações que outras pessoas não têm. Estar sempre estudando é muito importante, deve-se adquirir novos conhecimentos. Lembre-se que seu principal diferencial é a qualidade de seu serviço.

• Primeiros Socorros
Possuir conhecimentos e equipamentos de primeiros socorros que possam ser utilizados em pequenos acidentes. Se possível, possuir algum meio de comunicação a distância que possa ser utilizado em caso de emergência.
O conhecimento de primeiros socorros, mesmo que básico, é fundamental para aqueles que querem trabalhar como guias, que devem efetuar: completos exames primário e secundário do paciente, tratamento de ferimentos e prevenção de infecções, realinhamento de fraturas e redução de deslocamentos, técnicas de talas improvisadas, noções de farmacologia (alopatia e homeopatia), técnicas básicas de resgate e evacuação, e outros.
Tenha sempre um bom equipamento de primeiros socorros com colar cervical, luvas descartáveis, máscara boca-nariz, materiais para imobilização e para pequenos ferimentos. Possuir um bom rádio de comunicação e aparelho celular também pode ser útil na necessidade de se chamar um resgate, pedir ajuda ou simplesmente enviar notícias.

• Segurança
As ações do guia devem ser sempre bem pensadas, uma vez que podem colocar em risco a vida de seus clientes Seja firme em suas colocações, explique os objetivos de cada atividade, faça com que o grupo se sinta confiante em tê-lo como líder. Não deixe de cancelar um roteiro ou uma atividade caso perceba algum problema ou alguma possibilidade de acidente: lembre-se que você tem a visão do todo, você sabe dos horários, dos riscos e de suas responsabilidades. Como agente que trabalha na ponta do processo, ou seja, que está em contato direto com a realidade do local e percebe a opinião das pessoas, o guia deve sempre propor mudanças que venham agregar valor ao roteiro ou atividade, melhorar condições de infraestrutura e segurança, além de orientar quanto a excelência do atendimento. Essa atitude pró- ativa do guia deve acontecer tanto em relação aos seus fornecedores, quanto para aqueles a que se presta o serviço.

• Instrumento de ligação entre o ambiente e o visitante
O guia é um intérprete da paisagem. Cabe a ele mostrar ao visitante os pormenores, as entrelinhas, instigar no turista a curiosidade e o sentimento de investigação. O que pode ser percebido pelos olhos nem sempre necessita de interpretação, mas, o que se está por trás da atividade e que remonta a história, ou as lendas, aos personagens cabe ao turista ser revelado.

• Características pessoais
O condutor teve possuir características como habilidade, paciência, flexibilidade, pontualidade, apresentação pessoal, identificação individual, gentileza, cortesia, condicionamento físico e psicológico. O guia deve fazer seu Marketing Pessoal, afinal, a primeira impressão é a que fica. Antes que alguém conheça seu potencial como condutor, a primeira coisa a ser avaliada será sua apresentação individual. Cumpra horários, seja cortês, educado e paciente, ouça mais do que fale.

• Comportamento
O Condutor é o “patrão” e o “empregado” do grupo. Ao mesmo tempo em que tem poder, voz de comando, é o responsável pela segurança dos clientes. É também a pessoa que deve atender aos pedidos, responder às perguntas, prestar favores e principalmente cuidar das pessoas. Saber lidar com este papel é um desafio. Saber quando se apro - ximar e quando manter distância. Saber quando dizer “sim, é possível” ou dizer “não, agora é hora de voltar”.

• Relacionamento com outros condutores e empresas
O condutor deve ser cordial e prestativo, porém firme e profissional. Ter ética no trabalho como um todo respeitando outros parceiros de trabalho. Deve ser prestativo, ajudar mesmo que não seja solicitado; mas, lembre-se: cada um é Condutor em sua operação, portanto ajude, não mande.

4- DIREITOS E DEVERES DO CONDUTOR
A regra básica da responsabilidade civil (e penal) pode ser definida como:
“Aquele que, com sua conduta voluntária ou culposa, cria riscos para outras pessoas, assim, deve usar todos os meios a seu alcance para prevenir danos que daí possam advir, ficando obrigado a reparar os danos que efetivamente ocorrerem”.
Ou seja, o condutor, quando assume um grupo, assume a responsabilidade pelos riscos que essas pessoas serão expostas durante a prática da atividade.
O condutor terá o dever de informar e orientar os riscos a que se submeterão os participantes e tomar todas as precauções para prevenir tais riscos.
Deverá atentar para a composição dos grupos, trajetos, horários, disposição de equipamentos, material idôneo, e durante a atividade possuir o completo controle da conduta de cada participante, estando atento a fatores externos de risco.
Deverá ter em seu poder, para pronto uso, material de primeiros socorros adequados às atividades que serão desenvolvidas.
Deve planejar com antecedência rotas de fuga em caso de emergências e locais de atendimento hospitalar.Deve sempre estar acompanhado de, no mínimo, outro condutor.

5- ORIENTAÇÃO, LEITURA CARTOGRÁFICA E UTILIZAÇÃO DE BÚSSOLAS
Todo condutor de turismo de natureza deve ter habilidades bem desenvolvidas de leitura cartográfica, utilização de bússolas e orientação em diversos tipos de terreno.
É recomendável que o condutor efetue um curso de orientação de, no mínimo ,20 horas (teoria e campo) que deve abordar os seguintes aspectos mínimos:

• Introdução à orientação;
• Leitura de mapas;
• Utilização de bússolas;
• Navegação.

6- PRIMEIROS SOCORROS
O conhecimento de procedimentos em situações de emergência contribui para a mudança de atitude do condutor habilitando-o a salvar vidas.
O treinamento em técnicas de socorrismo oferece condições ao indivíduo para decidir e assumir posições tanto para interromper situações de risco, quanto para reverter um quadro onde um acidente já tenha ocorrido, atendendo a vítima adequadamente e evitando assim o agravamento da situação.
Desta forma o condutor deve efetuar um curso de primeiros socorros de, no mínimo, 40 horas que o habilite a efetuar e atuar em emergências.

7- PROCEDIMENTOS DE EMERGÊNCIA
Em qualquer ocorrência anormal (acidentes ou emergências) a primeira atitude a ser tomada é manter a calma. É um momento de superação psicológica, física e emocional. Muita calma, frieza e coragem são essenciais para enfrentar esse tipo de situação. Ao ocorrer um acidente, pense em como ser útil para ajudar a solucionar a situação. Canalize suas forças e pensamentos para encontrar soluções. Tente identificar a gravidade da ocorrência, levando em consideração o estado da(s) pessoa(s) envolvida(s).

• Mantenha a calma e identifique a ocorrência, verifique o estado físico e mental do(s) envolvido(s). Ganhe sua confiança e aplique a técnica que julgar mais útil para solucionar o problema (tais técnicas devem ser adquiridas com profissionais de resgate e primeiros socorros).
• Converse calmamente com o(s) envolvido(s) e transmita segurança para ele e para o resto do grupo. Mostre que a situação está sob controle.
• Procure identificar no grupo pessoas que estejam psicologicamente aptas a ajudar.
• Se o acidente for leve, ao prosseguir a viagem/roteiro redobre sua atenção com o acidentado, sempre verificando seu estado físico e psicológico.
• Se o acidente for moderado ou grave, ligue imediatamente para o 193 (telefone do resgate), expondo a gravidade e urgência do ocorrido e relatando a situação dos envolvidos. Nunca omita fatos. Seja claro, sucinto e objetivo nas informações.
• Concentre suas energias nos envolvidos. Observe atentamente as pessoas. Enquanto aguarda a chegada do resgate, tente identificar aquelas que se encontram em estado mais grave e necessitam de cuidados mais urgentes.
• Siga as normas e procedimentos adquiridos nos cursos de primeiros socorros e resgate.
• Ao retornar do roteiro, comunique à empresa o ocorrido. Ao fazer o relatório de viagem, relate detalhadamente o ocorrido e as providências tomadas para solucionar o problema.

Qualificação Profissional em Hotelaria

*Índio Cândido
Hotel moderno é facilmente identificado pelo hóspede mais exigente, porque entre os hóspedes a consciência do atendimento com qualidade já foi assimilada e está se tornando fator de decisão no momento da escolha do hotel para sua hospedagem.

Em um hotel ou em um restaurante, o cliente deve ser a única razão de ser da empresa e isso é tão profundo que merece ações voltadas para o conhecimento em primeiro lugar do cliente em si para depois se planejarem as estratégias de atendimento que todos os colaboradores devem conhecer e praticar muito bem. Esse é o princípio fundamental: “conhecer profundamente o cliente”.

A partir do conhecimento do cliente, estabelecer um plano baseado na correta qualificação profissional, voltada ao atendimento com qualidade evidenciando a todo o momento os verdadeiros anseios dos clientes poderá ser o diferencial para, em muitos casos, estabelecer a alavancagem de um hotel que está estagnado.

Nos hotéis onde os colaboradores estiverem engajados a conhecer a opinião dos hóspedes através de uma simples pesquisa e conseguirem descobrir os anseios e expectativas dos clientes, como em uma recepção por exemplo, onde suas impressões, elogios e reclamações são expostas naturalmente, pode e é um canal importante no momento de implantar-se uma política de mudanças. Os simples comentários que os hóspedes deixam escapar em relação a assuntos que podem parecer banais, como por exemplo: sua impressão sobre a decoração dos apartamentos, a luminosidade do restaurante, o paladar dos pratos, a demora do atendimento do room service, o sistema de telefonia, a fechadura da porta que não inspira confiança, são observações muito importantes, mas apenas alguns deles têm a coragem ou o desprendimento de fazê-las e, em muitos casos, a opinião negativa sobre certas deficiências ou algo que os incomoda é dito por poucos e passa desapercebido pela gerência ou direção do hotel pelo desconhecimento dessa informação, que em muitos casos o recepcionista ou outro colaborador não leva adiante.

A tendência de todos os gerentes conscientes e profissionais é a modernização de procedimentos. È a busca do atendimento qualificado e os parâmetros que definem esse inicio está na divulgação ampla e completa das ações tanto para os hóspedes como para os colaboradores que dever ser treinados e orientados visando o seu engajamento.

Na recuperação de um hotel tradicional, por exemplo, que sofreu a “ação do tempo” e enveredou pelo caminho da “mesmice” e “esqueceu o cliente”, a ação deve ser diferente de um hotel novo que está iniciando as atividades e, em função de ser novo, poderá levar alguma vantagem. A recuperação de clientes “perdidos” é tarefa árdua e necessita uma ação de impacto externo para chegar até ele à informação das mudanças: a reforma dos apartamentos, a nova política administrativa, a nova filosofia de atender bem, caracterizam ações que poderão motivar sua volta. Mas o principal está na “recepção” e esse “filho pródigo” em seu retorno: “é a mudança de comportamento do pessoal de atendimento em relação ao que praticavam anteriormente e que deverá ser o impacto maior que marcará a volta em definitivo do cliente”. Essa diferença é a mais difícil de ser estabelecida porque envolve uma série de fatores e de conscientização coletiva dos colaboradores que nunca, em momento algum, poderão vacilar. Muitas vezes um novo e vistoso uniforme, a reforma do balcão de recepção, a mudança na decoração, o treinamento eficiente para estabelecer uma nova maneira de atender poderá ser o início de uma “virada” na vida de um hotel.

Os gestores dos novos hotéis muitas vezes cometem erros que comprometem a imagem do empreendimento logo nos primeiros meses de funcionamento, é a tradicional “queima o filme”. Os erros mais comuns poderão estar na imitação aos antigos sem a consciência que aquela proposta está ultrapassada e desgastada; pelas opiniões que podem chegar de muitos “amigos entendidos”; pela falta de um consultor especializado; pelo “decorador” que elege sua proposta esquecendo a funcionalidade que pode comprometer o atendimento futuro do hóspede; a admissão do quadro funcional inicial que é motivado pela simpatia, comprometimento familiar ou com amigos sem levar em conta o profissionalismo; a escolha do nome do hotel, muitas vezes eleito entre a família ou amigos não considerando o aspecto comercial; o hotel inacabado que deve funcionar a qualquer custo porque a idéia é que o funcionamento poderá salvar o caixa desgastado pela construção.

Poderá restar apenas uma pergunta: será que é isto que o futuro ou atual cliente deseja de um hotel antigo que muda ou de um novo hotel que se estabelece?

Compete ao colaborador conhecer o cliente e compete ao cliente o direito de usufruir do bom atendimento, pois ele é o motivo de sua permanência no hotel e sua opinião é mais importante que qualquer outra opinião. Essa é a grande diferença entre hotéis que convivem com o sucesso.

*Índio Cândido – Consultor Hoteleiro

sexta-feira, 6 de março de 2009

Princess Cruises contrata 1.500 jovens no Estado de SP

Qui, 05 de Março de 2009

A Princess Cruises está selecionando jovens que falam inglês e estejam interessados em trabalhar em cruzeiros marítimos. Os contratos são de seis a 11 meses, podendo ser prorrogado com o aval do tripulante. A média salarial é de U$ 500 a U$ 2.000 mensais. Todos os gastos de sobrevivência são pagos pela companhia contratante, tais como: acomodação, alimentação e seguro de saúde.

A área em que mais se ganha em um navio de cruzeiro é o setor do Restaurante, isto porque além de receber um alto salário, as gorjetas são normalmente adotadas. A remuneração de um garçom é de U$ 1.400, podendo dobrar com as gorjetas.

Os roteiros são diversos. Entre eles temos navios que fazem a volta ao mundo, o Alasca e o Caribe.A Princess Cruises e a Cunard Cruises são companhias norte-americanas que não realizam a temporada brasileira. Eles realizam entrevistas no País há cada quatro meses com agências especializadas nesta área.

A Staff Work é a representante oficial da Princess Cruises no Estado de São Paulo,responsável por recrutar e contratar 1.500 jovens para embarque nos próximos quatro meses. Os jovens interessados neste ramo, mas que não possuem a experiência poderão ser treinados para o trabalho com uma equipe qualificada que trabalharam previamente em companhias de alto luxo marítimo.

A novidade é que as companhias estão abrindo espaço para os brasileiros em outras áreas de atuação como: Dj's, assistente de luz e assistente de som. Os requisitos para se conseguir uma destas vagas são: falar inglês avançado , ter de 21 a 35 anos e ter alguma experiência na área em que quer trabalhar.

O jovem interessado em trabalhar a bordo de um dos 19 navios de cruzeiros da Princess deve enviar o currículo para rh@staffwork.com.br ou entrar em contato através do (11) 2925-0831. A Staff Work não cobra taxa de agenciamento.
Por Jornal de Turismo. Este endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo.

A indústria de hotelaria e de viagens apostam na internet

Sex, 06 de Março de 2009 09:24

O marketing online será o caminho certo para o crescimento do segmento hoteleiro em 2009. A associação Estadunidense da Indústria de Turismo (TIA) revelou que este ano, a acentuada queda nas vendas de pacotes de viagens e reuniões de negócios continuarão e que boa parte das reservas em hotéis serão efetuadas pela internet.

Em 2009 a competitividade das empresas da indústria hoteleira e de viagens estará determinada em expandir a eficiência da gestão do marketing online, já que mais de 40 por cento das reservas de hotéis dos Estados Unidos são feitas pela internet. De acordo com um estudo recente da consultora McKinsey, realizado entre 340 executivos de marketing do mundo inteiro, 55 por cento dos entrevistados afirmaram que irão investir fundos em iniciativas na internet.
Por Jornal de Turismo.

Controle da Demanda na Empresa Hoteleira

Nas empresas hoteleiras, umas das atividades que apresentam maior complexidade e dificuldade de resolução para a gerência é a demanda. Além de ser vinculada à sazonalidade, em função dos períodos de alta e baixa temporada, a dificuldade de previsão é uma constante. Esta dificuldade ocorre também porque, no ramo hoteleiro, certos produtos e serviços próprios da empresa são altamente perecíveis.

Alguns artifícios que podem ser utilizados para tentar atenuar as adiversidades são: preços, processo de reservas antecipadas, controle de preços em função da demanda, entre outras. Na maioria dos casos a fixação do preço provoca uma situação em que a demanda e os preços são inversamente proporcionais, ou seja, se aumenta o preço, a tendência é diminuir a demanda e viceversa.

O sistema de reserva utilizado por vários hotéis e restaurantes frequentemente exige um monitoramento. Quando acharem que haverá mais demanda do que a capacidade, os gerentes podem conservar a capacidade para os segmentos mais lucrativos. As reservas podem também limitar a demanda permitindo que os gerentes recusem todas as reservas adicionais quando perceberem que ultrapassarão a capacidade do hotel. Deve ser usado uma análise de curva de tendência, visando a fornecer a informação valiosa para o uso na previsão e melhoria na capacidade.

A organização das filas voluntárias, tais como esperas em restaurantes, são comuns e uma maneira eficaz de controlar a demanda. A gerência que controla bem uma fila, ou um processo sequencial de atendimento, pode ainda desenvolver um bom atendimento. Um outro método consiste no deslocamento de certas demandas para banquetes, reuniões etc.

Quando a previsão de negócios analisados, por meio de um estudo de tendência apresentar baixa para períodos futuros, é o momento de intervenção da gerência. Nesse caso, o regente ou diretor de vendas pode focalizar esforços no negócio de curto prazo, como uma tentativa de preencher as vagas previstas e, em alguns casos, faturar para manter as despesas fixas.
Crisóstomo F.R. Hotelaria & Turismo. São Paulo, edi. DCL, 2004.