terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Check -in

Segundo a Abeta (Associação Brasileira das Empresas de Turismo de Aventura), a indústria de Turismo de Aventura é responsável por quatro milhões de turistas (entre brasileiros e estrangeiros) no Brasil, representando um faturamento médio anual que deve superar R$ 490 milhões neste ano. O mercado já conta com mil empresas espalhadas nos principais pólos de aventura do País. Estima-se que o turismo dos esportes de aventura apresente crescimento entre 15% e 20% ao ano. De acordo com a Demanda Turística Internacional, estudo realizado pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) para a Embratur, 19,5% dos turistas estrangeiros que visitaram o País a lazer em 2006 disseram terem escolhido o País por motivo de ‘Natureza, Ecoturismo ou Aventura’.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Curso a distância tem bom aproveitamento e baixa evasão

O Curso de Regionalização do Turismo, ministrado em ambiente virtual, terminou em novembro com uma taxa de evasão de apenas 0,8%. Dos 3 mil inscritos, 2.321 concluíram o curso com sucesso. Foi a primeira ação desenvolvida no âmbito do Programa de Qualificação a Distância para o Desenvolvimento do Turismo, do MTur.
Ao final do curso, com duração de três meses, foram elaborados 597 planos estratégicos. Foram 4 teleconferências que abordaram os temas: Instância de Governança, Planejamento Estratégico e Captação de Recursos, Roteirização Turística; Monitoria e Avaliação, a Política Nacional de Turismo e os próximos passos do Programa de Regionalização. Os acessos aos fóruns de conteúdos chegaram a 77.195. Nos espaço para a discussão dos temas propostos pelos alunos foram 18.082.
O curso, direcionado para gestores, interlocutores do programa, empresários do setor e pessoas que trabalham direta ou indiretamente com a atividade turística, tem como objetivo difundir e aprimorar o processo de implantação e gestão da Regionalização do Turismo em todo o território Nacional. É uma ação coordenada pelo Departamento de Qualificação e Certificação e de Produção Associada ao Turismo (DCPAT) e visa atender todos os municípios e regiões turísticas brasileiras.
A previsão é de realização de mais dois cursos do Programa de Qualificação em 2009. No primeiro semestre, serão abertas quatro mil vagas para o curso de Formação de Gestores das Políticas Públicas do Turismo. No segundo semestre, serão duas mil vagas para o de Turismo, Desenvolvimento e Meio Ambiente.
Fonte: Turismo & Parcerias - Mtur - Dez. 2008

Qualificação para o turismo terá R$ 20 milhões

O governo federal vai investir R$ 20 milhões em 2009 para qualificar e inserir beneficiários do Programa Bolsa Família no mercado de trabalho do setor de turismo. Os recursos são do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e vão financiar a primeira etapa do Plano Setorial de Qualificação (PlanSeq) para o turismo. As metas, para essa fase, são qualificar 26.475 pessoas e inserir 7.943 no mercado de trabalho.
O PlanSeq é um programa de capacitação criado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) para atender diversos setores da economia. O plano com foco no turismo tem como parceiros os ministérios do Turismo (MTur) e do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS). As entidades executoras são convocadas por meio de chamada pública e habilitadas por critérios que incluem a capacidade técnica e econômico-financeira.
“O principal diferencial do PlanSeq em relação aos outros programas de qualificação é a exigência de comprometimento das unidades executoras e da iniciativa privada com as metas do plano”, comenta a diretora de Qualificação, Certificação e Produção Associada ao Turismo do MTur, Regina Cavalcante. Os executores devem inserir 30% dos participantes dos cursos no mercado de trabalho ou devolvem o recurso recebido. Já as entidades do setor, incluídas no programa, têm o compromisso de co-financiar o projeto.
A abertura de inscrições para o programa, de abrangência nacional, ocorrerá após o processo de habilitação das entidades executoras, a ser concluído até o final deste ano. Para participar do programa, o candidato tem que ser membro de família beneficiária do Bolsa Família, ser maior de 18 anos e ter concluído, pelo menos, a 4ª série do ensino fundamental. Serão ofertados cursos com duração de 200 horas para dez ocupações em meios de hospedagem, bares, restaurantes, eventos e agências de viagens.
Fonte: Dados & Fatos - MTur - Dez. 2008

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Reflexão

"As faculdades e universidades não preparam o profissional corporativo. Raramente percebemos um recém-formado com algum conhecimento que pode ser aproveitado. Estamos formando nossos principais colaboradores, dando curso, treinamento. Aquele aluno que chega da faculdade não sabe nada. A grade da universidade é muito pequena para o profissional entrar no mercado e executar uma atividade com contas corporativas. O mercado corporativo é muito específico, muito difícil, temos que formar os nossos próprios funcionários, não podemos depender do meio acadêmico. Tenho dado palestra nas faculdades e fico pasmo ao saber que ninguém está entendendo nada, inclusive o professor." Mauro Schwartzmann - Presidente da Favecc (Fórum das Agências de Viagens Especializadas em Contas Corporativas)

Guia Brasileiro de Sinalização Turistíca

O Ministério do Turismo disponibiliza um espaço virtual na qual se pode obter informações referentes a Sinalização e Orientação Turistíca. Se voçe está interessado ou necessita em conhecer mais sobre conceitos, orientação de formas de planejamento e implantação, normas, entre outros muitos dados, basta acessar o endereço do site do MTur aqui: Guia Brasileiro de Sinalização Turistíca.Um excelente espaço para ajudar quem está necessitando de dados e guiamento para implantar uma sinalização e orientação adequada em qualquer área turistíca.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Reflexão


"O turismo é uma Universidade em que o aluno nunca se gradua, é um Templo onde o suplicante cultua mas nunca vislumbra a imagem de sua veneração, é uma Viagem com destino sempre à frente mas jamais atingido. Haverá sempre discípulos, sempre contempladores, sempre errantes aventureiros."
Lord Curzon - (1859-1925)

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Instituições de Ensino em Turismo e Hotelaria pelo Mundo

Austrália
-
Australian Internacional Hotel School (AIHS)

- Australian School of Tourism Hotel Management

- Edith Cowan University - School of Marketing Tourism & Lesiure

- Griffith University-School of Tpurism and Hotel Management

- James Cook University-Tourism Program

- Lincoln University-Tourism,Recreation Research and Education

- Monash University-Graduate Tourism Program

- Southern Cross University

- University of Queensland-Departament of Tourism and Lesiure Management

- University of Techo-School of Lesiure, Sport and Tourism

- University of Western Sydney-Tourism Studies

- Victoria University - School of Hospitality, Tourism and Marketing

Canadá
- Algonquin College School of Tourism and Hospitality

- Brock University-Tourism Studies

- Ecole Supérieure de Tourisme et Technologie Hôtelière Privée - AGADIR

- Lakehead University Scoohl of Outdoor Recreation, Parks & Tourism

- Niagara College- Hospitality & Tourism Division

- Professional Development Institute of Tourism

- Red Deer College - Hospitality and Tourism

- Ryerson Polytechnic-School of Hospitality and Tourism Management

- University College of the Cariboo - School of Tourism

- University of Guelph - Hotel and Food Administration

- University of Northern British Columbia - Resource Recreation and Tourism Program

- University of Waterloo Graduate Program in Tourism Policy and Planning

- Université du Québec à Montréal - Baccalauréat en Gestion du Tourisme et de lHôtellerie

Espanha
- Anestur

- Centro de Perfeccionamiento Hostelero de Gran Canaria

- CETT - Diplomatura en Turisme

- Consorcio Escuela de Hostelería de Málaga

- Centro Superior de Hostelería de Galicia

- Escuela Superior de Turismo "Costa del Sol"

- Escuela Superior de Turismo de Las Palmas

- Escuela Universitária de Turismo Iriarte

- Universidad de la Laguna

- Escuela Superior de Turismo e Internacional de Protocolo de Córdoba

- Escuela Universitaria de Turismo de la Rioja

- ESTUR. Escola Superior dHostaleria i Turisme. Sant Pol de Mar. Escuela Superior de Hostelería y Turismo. Tourism School

- EUTDH (UAB) Tourism University School, Barcelona, Spain

- Gremi d'Hostaleria i Turisme de Mataró

EUA
- Clemson University - Parks, Recreation & Tourism Mgmt.

- College of Charleston - Hospitality And Tourism

- Colorado State University - Natural Resource Recreation & Tourism

- Cornell University School of Hotel Administration

- George Washington University - International Institute of Tourism Studies

- Johnson & Wales University Hospitality College

- Michigan State University - Department of Park, Recreation and Tourism Resources

- Michigan State University - School of Hospitality Business

- NC State University - Parks, Recreation and Tourism Management

- New York University - Center for Hospitality, Tourism and Travel Administration

- Penn State - Hotel Restaurant and Recreation Management

- Purdue University Department of Hospitality and Tourism Management

- Temple University - School of Tourism & Hospitality Management

- Texas A&M University - Recreation, Park & Tourism Sciences Department

- UNLV Tourism and Convention

- University of Connecticut - Laboratory For Leisure, Tourism & Sport

- University of Guam - International Tourism Program

- University of Houston - College of Hotel & Restaurant Management

- University of North Carolina at Greensboro - Department of Recreation, Parks and Tourism

França
- Aéro Challenge

- Animacadémie

- Axess Développement Tourismeurop

- Class'Affair

- Ecole Hôtelière de Provence

- Ecole Hôtelière Paris Lille Londres

- Ecole de Paris des Métiers de la Table, du Tourisme et de l'Hôtellerie - Epmtth

- Ecole Supérieure de Tourisme de Brest

- E.S.C.A.E.T. - Business School of Tourism

- ESTL - l'ecole du tourisme

- Grand Sud Formation Tourisme

- Groupe FIM

- Institut d'Aquitaine - Ecole Supérieure de Tourisme

- INTERFOR - Ecole de tourisme

- Institut Européen de Formation au Tourisme

Portugal
- Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril – ESHTE

- Escola Profissional de Hotelaria e Turismo de Lisboa

- Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico de Beja (ESTIG-IPB)

- Instituto Superior de Ciências Empresarias e do Turismo

- Insituto de Turismo – IPDT

Outros Países
- Akdeniz University(Turkey) Tourism Management Department

- Alpine Center (Greece)

- Baskent University (Turkey) - Tourism Management Deaprtment

- Bogaziçi University - Tourism Management Department

- Bournemouth University - International Centre for Tourism & Hospitality Research (UK)

- Charles Peguy (Belgique)

- Christelijke Hogeschool Noord Nederland (CHN)

- Degree Course in Tourism Management (Vienna)

- Deutsche Gesellschaft für Tourismuswissenschaft e.V.

- Dokuz Eylul University(Turkey) Tourism Management Department

- Dublin Institute of Technology, Faculty of Tourism and Food

- Ecole Suisse de Tourisme / Schweizerische Tourismusfachschule / Swiss School of Tourism - Sierre, Valais, Switzerland

- Escuela Superior de Turismo – Intituto Poletécnico Nacional (Mexico)

- Ecole hôtelière de Lausanne (EHL)

- Gazi University(Turkey)-Tourism Education Faculty

- Hotelschool The Hague

- IMC Krems - Fachhochschul Studiengänge für Tourismus und Freizeitwirtschaft

- IMHI MBA in International Hospitality Management

- Institute of Tourism & Future Management Trends – ITFT

- International School of Management

- Katholieke Hogeschool Mechelen

- Kerala Institute of Tourism and Travel Studies (KITTS)

- MODUL - Hotel School (Austria)

- Manchester Metropolitan University - Hotel Catering and Tourism

- NYU Tisch Center for Hospitality, Tourism and Travel Administration

- Oxford Brookes University - School of Hotel & Restaurant Management

- School of Hospitality Industry, Rangsit University, THAILAND

- Scuola superiore alberghiera e del turismo - State Tourism & Hotel Management School

- Technological Educational Institution (TEI) of Thessaloniki, Greece - Department of Tourism Management

- The Shannon College of Hotel Management

- Tourism Planning, Management and Policy (University of the Aegean)

- University of Brighton, UK - School of Service Management

- University of Luton - Tourism & Leisure

- University of North London - Centre for Leisure and Tourism Studies

- University of Strathclyde - The Scottish Hotel School

- University of Surrey - MSc in eTourism

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Gestão pública é a área de atuação do Bacharel em Turismo

A articulista do Portal H2FOZ, Silvia Thomazi, analisa a área que envolve a formação acadêmica dos profissionais do Turismo. Silvia revê a polêmica do não reconhecimento da profissão de Bacharel em Turismo, o aproveitamento desses profissionais no mercado e a saturação da profissão, além da indicação de onde os profissionais em Turismo devem realmente atuar.
Silvia Thomazi é mestre em Turismo e Hotelaria pela Universidade do Vale do Itajaí (Univali-SC), e bacharel em Turismo pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste). Atua como docente nos cursos de graduação em Turismo na Unioeste e de pós-graduação em Turismo, Eventos, Ecoturismo e Gestão Pública.

Portal H2FOZ – Silvia Thomazi como você analisa a formação acadêmica dos profissionais de Turismo em Foz do Iguaçu?
Silvia Thomazi
– O primeiro curso de Turismo em Foz aconteceu em 1984, portanto são 23 anos de formação profissional no setor. Durante esse período a preocupação com a formação profissional melhorou muito, em observação aos docentes capacitados por disciplina específica na área de turismo, a proposta da grade curricular de formação do bacharel e contexto de revisão periódica do conteúdo programático. Houve uma melhora sensível no resultado final no ensino nos últimos anos, devido a uma pressão do mercado. Essa é uma porta que abre e fecha de uma maneira harmoniosa, de acordo com as tendências e oportunidades de atuação.
No entanto, à medida que os profissionais se formam e vão para o mercado de trabalho encontram uma primeira dificuldade, que é a falta de regulamentação da profissão. Só lembrando que o primeiro curso de turismo ocorreu em 1981 e de lá para cá a regulamentação do profissional do turismo não ocorreu. É uma discussão que vem sendo acompanhada pela ABBTur (Associação Brasileira de Bacharéis em Turismo), tem parlamentares envolvidos com isso, mas a regulamentação não ocorre.
Isso se explica, entre outros aspectos pela característica de administração que carrega uma área sem reserva de mercado, o que já não ocorre com os Guias de Turismo que ganharam essa causa há pouco mais de cinco anos. Então os ganhos efetivos da carreira profissional, hoje o mercado não pode nem perceber, efetivamente.
Um exemplo disso, são desenvolvidos projetos técnicos na área de turismo. Não existe acervo técnico dos projetos, não existe responsabilidade técnica do Bacharel em Turismo envolvido com os resultados dos projetos que são colocados em prática. Perde-se na comprovação e valorização do profissional.
Por outro lado o mercado, na medida em que não tem regulamentação, hoje tem profissionais de primeira linha trabalhando no operacional, enquanto profissionais de outras áreas estão no planejamento estratégico/gerência.

E o que o mercado ganha com qualidade desses profissionais formados?
É a melhor percepção de como o turismo pode ser planejado e desenvolvido para promover o setor econômico de um destino, região, estado e país. Neste caso, lembrando que setor econômico corresponde ao desenvolvimento sustentável. É o caso de Órgãos Oficiais de Turismo – como Secretaria de Turismo e afins que exigem no ingresso através de concurso público que o candidato tenha no mínimo a graduação em Turismo.
Todo o conhecimento que se tem de carreira faz com que o processo seja mais facilitado, que se abrevie o processo de construção e sejam promovidas as medidas necessárias com o olhar de um profissional para o “campo” de turismo, que se ocupa da gestão do setor e não das empresas (hotéis, agências, empresas de eventos, entre outras). Se tem o ganho de evolução durante todo o desenvolvimento e condução da “pasta turismo”.
O inverso é verdadeiro, enquanto não tem profissional que não conheça toda a orientação no desenvolvimento do turismo, incorre-se em uma série de erros e experiências desnecessárias – veja Foz do Iguaçu em vários momentos na “história do turismo”. Perde-se no curto, médio e longo prazos. Não há dúvidas na prática sobre o ideal na gestão de uma realidade turística, desde os mecanismos de uma política pública de turismo, processos e metodologias de planejamento não convencionais, ordenação de espaço, serviços e usos; além de benefícios à comunidade, que são as prerrogativas da profissão já enunciadas pelo Ministério da Educação e SESU. Ou seja, o setor é beneficiário direto do desenvolvimento do turismo em questão de tempo dedicado e resultados.

Qual seria o primeiro passo para regulamentar a profissão de Bacharel em Turismo?
O problema ainda está passivo criado com o projeto inicial. Para desenvolver estudos, indicadores e estatísticas, inventário de atrativos, elaborar leis de turismo, entre outros, seria fundamental a manifestação de um Bacharel em Turismo. No entanto cada uma dessas disciplinas, algumas clássicas, já tem um profissional que realizam e com reserva de mercado. Essa fronteira que ainda não foi ultrapassada – dos limites de atuação, onde cada qual, estatísticos, arquitetos, geógrafos, economistas, advogados, engenheiros e por aí vai, atuam lado-a-lado, na especificação do contexto, mas não na função.
Aqui começa e encerra todo o debate, sem evolução.
Boa parte se explica pela confusão do “conhecimento de” e do “conhecimento acerca de”. O Bacharel em Turismo está no segundo caso e sua especialidade não pode ser ignorada. Outra questão está na forma do reconhecimento que por garantias aos que estão atuando na área sem a graduação se enquadrarem, como é o caso na comprovação da carreira. Mas em todo processo se ganha e se perde. Enquanto essa visão permanecer somente se perde.
O projeto de lei distorce, confunde e deixa de prever a devida atuação do profissional em turismo. Isso porque acaba atendendo uns e outros grupos de interesse e o projeto de lei vira um “remendo”. Mas, enquanto isso o registro profissional, como no meu caso, optei pela CRA (Conselho Regional de Administração) com restrições de atuação “somente na área de turismo”, para não ficar sem categoria.
Qual atuação do Bacharel em Turismo? É, essencialmente na área pública, responsável pela gestão do turismo, de localidades, de região de destino, não importa o espaço geográfico. É a concepção do desenvolvimento do turismo a partir do poder publico, enquanto setor econômico e suas formas de manifestação em garantias à sociedade e ao meio de ocorrência. Esse é nosso campo efetivo de atuação, na defesa daquilo que se começou com a Declaração de Manilla até o atual Código de Ética Mundial, entre outros instrumentos.
Em resumo, o Bacharel não se habilita para atuar diretamente nas empresas de turismo - não é gerenciamento de agência, de hotel, casa de entretenimento (“conhecimento de”) apesar de conhecer todo o sistema em que se apóia.
Definitivamente, não é preciso cursar quatro anos para isso, são ofertados excelentes cursos técnicos e com expectativa operacional que o mercado busca. O turismo é tão abrangente no seu planejamento como os campos da saúde, educação, esporte, meio ambiente, habitação, entre outras funções sociais. Como também, se discute P&D em Turismo, as T.I, o resgate de carbono, entre outros aspectos, que são de ocupação e preocupação constantes.
As licitações públicas, como exemplo, já requerem um profissional de turismo com experiência em gestão pública – esse é um grande avanço a ser considerado, como um esclarecimento principal na formação profissional, com a responsabilidade inerente no gerenciamento do turismo, enquanto setor.
Só que esse entendimento não transparece no projeto de lei até hoje. Principalmente pela falta de atuação efetiva de Bacharel em Turismo na carreira pública e na verificação de suas modalidades ocupacionais. O que observa desde a graduação é que maioria dos casos, 90% dos profissionais que se formam vão para os operadores de mercado. Os demais vão optam pela carreira de docentes, e uma pequena parcela vai dar sua contribuição na área pública, onde encontra na maioria das vezes oportunidade e estabilidade – quando não somente pela estabilidade da área pública, atuando em funções aquém de sua formação.
Outra grande área que se abre nos últimos anos é de consultoria em turismo, com melhores oportunidades de atuação com base no conhecimento especializado.
Existe atualmente alguma mobilização para modificar o projeto no Congresso Nacional para o reconhecimento da profissão?
Eu diria uma mobilização paralela. O próprio Ministério do Turismo e Embratur vem fazendo, que é a constituição de alguns cadastros de profissionais e para projetos já vem fazendo uma reserva de mercado onde autorizações de projetos que envolvam a assinatura de um profissional de turismo como elemento principal, ou seja, há necessidade da assinatura e responsabilidade do bacharel desde o início do processo.
Como projeto político e institucional não se tem notícia de uma mobilização no sentido de regulamentar no curto prazo a profissão. Pode ocorrer mas sem uma manifestação geral, natural ou legalmente pela previsão dos trâmites das comissões no congresso, somente.
Para se ilustrar, somente a Unioeste (Universidade Estadual do Oeste do Paraná) já formou mais de 600 Bacharéis em Turismo nos últimos 23 anos. Onde eles estão atuando, em que condições salariais etc, é um mapeamento não conclusivo, sem considerar as demais IES particulares que ofertam a formação. Verifica-se, sem nenhum estudo mais amplo, que estão atuando em agências de turismo, companhias aéreas, hotéis ou dando aula aqui e em outros lugares, e isso não representa mais que 10% dos graduados.
Mas a questão começa equivocada quando se opta pelo curso com a interpretação que é um curso fácil, entre outros “mitos” – como de viajar muito, não exigir cálculos, o que já uma confusão, um baralhamento da realidade em que se irá atuar. Tem Bacharel em Turismo que se forma e não sabe o que fazer, mesmo que o seu “juramento” da profissão já dite sua responsabilidade e compromisso. Outros se envolvem com a questão ambiental, onde encontram uma associação de ambientes daquilo que é ofertado e onde o turista visita, a exemplo das unidades de conservação.

Foz é um pólo irradiador desses profissionais que estão atuando em quase todo o Brasil?
Pela tradição, por Foz ter começado junto com outros pólos receptivos na década de 80 e na atualidade continua sendo pela tradição, experiência e aprendizado, de quase quatro décadas como destino turístico e sua localização. É um pólo sim de abastecimento para outros locais, mas isso não é uma regra.
Temos em um raio de 250 quilômetros, nada menos que nove instituições que formam Bacharéis em Turismo, isso é uma importante referência para toda região, devíamos nos valer muito desse aspecto como vantagem de formação de mão-de-obra especializada e promover maior integração dos cursos de graduação e pós na área.

E isso não vai extrapolar o mercado de Bacharéis em Turismo, mesmo que a profissão não seja reconhecida?
Já se observa um esgotamento em algumas dessas instituições e não é um privilégio de Foz. Isso veio a efeito do fomento a abertura de cursos que ocorreu na segunda metade da década de 90 com a promessa de “cursos promissores”. Não que não seja, mas com certa tolerância diante da necessidade de uma organização que ainda está por ser feita.
É comum não fechar turma depois do vestibular, ou ter que reunir sala com primeiro, segundo e terceiro ano, para formar uma turma para ministrar aulas. Isso é grave. Já se vê avanços de cursos de Lazer e de Gastronomia em substituição aos Cursos de Turismo.
Pode-se afirmar que a abertura dos Cursos de Turismo foi uma onda nacional, pois o discurso nacional da época, é que o turismo era inerentemente bom, todo mundo ia ganhar dinheiro, que era o setor do futuro, que iria gerar emprego. Portanto estamos administrando o erro dessa orientação feita há duas décadas atrás. Veja o resultado do ENADE em nível nacional – essa é uma referência em questão.

A visão de que o turismo seria a redenção foi equivocada?
Foi extremamente equivocada, para se ter uma idéia os números de cursos de pós-graduação em Turismo em comparação aos números de graduação são ínfimos. Você pode falar em 15 cursos de Pós-Graduação, quatro em Mestrado e dois em Doutorado que são referências no Brasil. Isso é um reflexo, senão uma leitura própria da demanda que existe hoje, ou seja, sem expressão. Ao passo que outros cursos de áreas macro a exemplo de “Gestão de Políticas Públicas” se mostram mais bem-sucedidos.
Mas, aproveitando que a construção da carreira está sendo feita pari passu à organização do setor, defendo em todos os ambientes tanto a formação quanto a atuação do Bacharel em Turismo, essa é a nossa forma de contribuição para um futuro mais garantido aos que estão ingressando nos cursos e que optaram conscientemente pela área. Saudações turísticas!

(Portal H2FOZ)

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Profissão Turismólogo


O turismólogo sofre das dificuldades características de estar ligado a uma área de conhecimento que podemos chamar de interdisciplinar ou até mesmo multidisciplinar. Ou seja, o profissional da área de turismo é aquele que,
necessariamente, deve buscar instrumentos nas demais ciências. O turismo é uma área de conhecimento (assim como a educação e a pedagogia, entre outras) que necessita ser complementada pelas demais áreas, tais como a geografia, a antropologia, a história, a psicologia, a sociologia, etc. Essa multidisciplinaridade faz do turismólogo um agente social.
Talvez o grande problema do turismo hoje seja a não compreensão e valorização, por parte das pessoas que não estão ligadas diretamente à área, de sua importância social.
De forma geral, as pessoas sempre pensam o turismo em termos de “profissão do futuro” ou “fonte de retorno financeiro para o país”.
Tem-se a certeza de que o investimento em turismo trará retornos financeiros e ajudará o país crescer. Assim a questão econômica está sempre em primeiro plano.
O que essa forma de ver a profissão de turismólogo não compreende é que o turismo não pode ser visto apenas pelo viés econômico. A questão do empreendimento turístico e seu retorno econômico para o país é apenas uma das suas possibilidades e não a única. Da mesma forma se pensa o lazer.
A opinião geral é que o lazer foi “criado” para que pudesse relaxar e descansar as pessoas depois de longas jornadas de trabalho.
Essa idéia se fundamenta no princípio do lazer como acessório e complemento do trabalho.
Em nenhum momento se pensa o turismo e o lazer como indispensáveis para se repensar a sociedade, a qualidade de vida, a justiça social e a condição humana. Ao contrário, há uma falsa percepção, as vezes do próprio profissional da área , de que as questões de relações humanas devem ser pensadas exclusivamente por outras ciencias (como a filosofia, a sociologia, a história, etc).
Acredito que, enquanto o profissional da área de turismo não conseguir demonstrar sua importância social, haverá sempre uma desconfiança no reconhecimento da profissão de turismólogo. O estudo do lazer e do turismo devem ser vistos como aspectos fundamentais da natureza humana. Como diz o Prof. José Guilherme Cantor Magnani, “a partir do lazer é possível pensar a sociedade e refletir sobre os valores mais gerais, pois ele não está desvinculado dos demais planos da vida social”.
Neuroses, depressão, angustias são subprodutos de uma sociedade que supervaloriza o trabalho (homo faber) em detrimento do lazer e do ócio. Assim, deve-se entender o lazer e o turismo como fundamento biológico da existência humana, que pode, e deve, ter como principal objetivo a re-união dos princípios fundamentais da natureza humana que são o lúdico (o ser humano que se diverte) e o faber (o ser humano que trabalha), transformando-os num momento de reflexão permanente sobre nossa existência, nossa relação com a sociedade e nosso compromisso com a preservação do planeta.
Dessa forma, o turismo deve buscar seu espaço como ciência social, cuja importância não esteja apenas centrada no econômico mas, principalmente, na sua capacidade de integrar homem e sociedade.

Maurício Gonçalves Saliba - Historiador, Mestre em Educação e Doutorando em Educação/UNESP. Revista Global Tourism

Perfil de Hotéis e Pousadas no Brasil

Maioria dos hotéis brasileiros (70%) pertence à categoria 'bom e barato', enquanto apenas (0,2%) é de 'luxo'. Cinco estados concentram (62%) dos empreendimentos hoteleiros e Búzios é o terceiro município com maior oferta.

Quem pretende aproveitar os bons indicadores de crescimento no turismo brasileiro registrados recentemente para investir em meios de hospedagem vai poder contar com informações estratégicas sobre esse dinâmico mercado. A 'Estatística de Hotelaria Brasileira: dos pequenos e médios aos grandes meios de hospedagem' apresenta análises que ajudam bastante na hora de decidir onde, como e qual o formato mais adequado para empreender em pousadas e hotéis.
A pesquisa foi realizada pelo Sebrae e pela Associação Brasileira de Hotéis e Pousadas (ABIH), com base no banco de dados da Editora Abril, colhidos por jornalistas do Guia Quatro Rodas. Do universo total de aproximadamento 18 mil empreendimentos de hotelaria existentes no país, a pesquisa coletou amostras em 7.003 hotéis e pousadas, compostos por 343.536 unidades habitacionais. Os indicadores estão destribuídos por região, estado e município, e fornecem valiosas informações sobre infra-estrutura e serviços.

Sudeste tem metade dos hoteís.
A grande maioria dos hotéis e pousadas (70%) tem estrutura simples ou se enquadra na categoria de "viajar bom e barato (VBB)". Apenas (0,2%) é representado por hotéis de luxo, sendo responsável por (1%) das unidades habitacionais. O restante é formado por hotéos da categoria "confortáveis" ou de "médio conforto". A região Sudeste detém, como era esperado, (47%) dos hotéis e pousadas. Já o Nordeste tem um quarto do percentual (24%), seguindo pelo Sul (19%), pelo Centro-Oeste (7%) e pelo Norte (3%).
Mas, quando o foco da pesquisa volta-se para os estados, percebemos que (62%) dos empreendimentos de hotelaria concentram-se em apenas cinco estados: São Paulo (20,2%), MInas Gerais (12,3%), Rio de Janeiro (11,8%), Bahia (10,3%) e Santa Catarina (7,4%). Os que apresentam os índices mais baixos são Roraima, Amapá, Acre (todos com 0,1%), sequidos de Rondônia (0,4%), Tocantinse Sergipe (estes com 0,5%).
A concentração diminui bastante quando se avalia por município. São Paulo (3,3%), Rio de Janeiro (1,7%) e Armação de Búzios (1,5%) apresentam a maior quantidade de estabelecimentos. Esta última cidade, curiosamente, desbanca facilmente capitais, como Florianópolis e Curitiba (cada uma com 1,3%). Dos municípios nordestinos, os destaques ficam com Fortaleza e Natal (com 1,2%), ou seja, com percentual bem acima dos destinos massificados por festas populares como Salvador (0,9%) e Recife (0,5%).
A pesquisa também classificou os estabelecimentos quanto ao número de apartamentos. Conceitualmente, os empreendimentos pequenos dispõem de até 50 apartamentos, enquanto os de porte médio têm entre 50 e 100 unidades. Os grandes são compostos por mais de 100 quartos. De acordo com a amostra, (70%) dos hotéis são pequenos. O restante é formado por estabelecimentos médio e grandes.
Sob esse aspecto, o ranking por região muda completamente porque existem muitos lugares com poucos hotéis, mas com grande oferta de quartos. O maior número de apartamentos está mesmo no Sudeste (42%), mas o Sul (18%) ultrapassa o Nordeste (17%), e o Norte (17%) ganha de longe do Centro-Oeste (6%).

Pequenos estabelecimentos.
Mesmo quando fazemos um recorte para os estabelecimentos de pequeno porte (até 50 apartamentos), a distribuição regional é previsível. O sudeste fica com (48%), seguidos pelo Nordeste (24%), pelo Sul (16%), pelo Centro-Oeste (7%) e pelo Norte (3%). Com relação aos municípios, os pequenos empreendimentos da rede hoteleira têm maior presença em Búzios (RJ), com (1,9%), seguidos de São Sebastião (SP), com (1,8%) e Campos do Jordão (SP), Parati (RJ) e Gramado (RS), todos com (1,3%).
Isso mostra que determinados balneários e grandes municípios não oferecem muito espaço de crescimento a pequenos hotéis e pousadas, constatada e pequena presença deles em lugares como Porto de Galinhas (PE), com (0,8%), Porto Seguro (BA), e a capital paulista, com (0,7%). Em todo os caso, a maior disponibilidades de pequenos estabelecimentos concentra-se em cidades turísticas.
Ao todo, a maioria dos pequenos empreendimentos é da categoria "simples" (61%) e "viajar bom e barato (VBB)" (22%). Já os pequenos hotéis de luxo (0,02%) e os muito confortáveis (0,1%) não passam de traços no ranking. Uma forte característica desses empreendimentos de pequeno porte é a presença dos proprietários (60,3%) no local.
De acordo com o ex-presidente da ABIH, Eraldo Cruz, o Nordeste está formando grandes proporções. "esta região vai explodir quando Sergipe e João Pessoa tiverem bons aeroportos. Por enquanto a grande força regional é a Bahia, que é fruto de um trabalho intenso e de muitos anos, mas Ceará vem logo atrás. Além disso, o Nordeste tende passar o Sul em razão da proximidade com a Europa e os Estados Unidos e pela oferta de sol o ano todo. Já o Sul é sazonal e depende dos países do Mercosul", compara.

Aparelhos de TV e toalhas bracas.
Com relação aos equipamentos dos aposentos, os mais encontrados são Aparelho de TV (88,3%), Toalhas Brancas (55,4%), Colchão de Espuma (50,7%), Bancada (50,4%), Travesseiros de Espuma (48,8%), Lençóis Brancos (48%), Chuveiro com Aquecimento Central (45%), Lençois de Algodão (43%), Chuveiro elétrico (41%), Ducha Higiênica (37%), Box Blindex (34%), Edredon (31%) Assinatura de TV (34%).
Por atender principalmente ao turismo de eventos, (30%) dos hotéis pesquizados dispõem de Sala de Convenções, em variadas configurações, incluindo salas com até 21 itens diferentes. Os mais comuns são Flip-Chart (22,5%), Equipamentos de som próprio (14,6%) e Quadro Branco ( 13,9%).
Entre itens com menos disponibilidade, incluindo todos os tipos de serviços, equipamentos e áreas de lazer, vale destacar Campo de Golfe (0,3%), Equipamentos de Mergulho (0,3%), Guia de Ecoturismo (0,3%), Mini-fazenda (0,3%), Museu (0,3%), Parque Aquático (0,3%), Teatro (0,3%), Restaurante 24 horas (0,3%), Afiteatro (0,2%), Berçário (0,2%), Boliche (0,2%), Equitação e Instrutor de Equitação (0,2%), e Instrutor de Surfe (0,2%).
Para o Gerente de Atendimento Coletivo - Comércio de Serviços do Sebrae Nacional, Vinícius Lages, é a primeira vez que se fez uma pesquisa dessa natureza, cujos resultados serão úteis também para empresas fornecedoras e para entidades governamentais na formulação de políticas públicas para o segmento hoteleiro. "Ter informações sobre quais os principais materiais de consumo dos hotéis, por exemplo, representa uma ferramenta de marketing poderosa", afirma.
Lages também ressalta que a pesquisa pode indicar a necessidade de uma maior variedade conceitual de meios de hospedagem. Ou seja, será que o litoral baiano ou algum destino turistíco de aventura requer hotéis vestidos de mármore e granito? Uma boa escolha para esse tipo de turismo poderia ser, por exemplo, os chamados hotéis de charme, ou mesmo os albergues na juventude ou hospedagens para mochileiros, contanto que sejam confortáveis e baratos, como acontece na Nova Zelândia e Austrália. "Essa análise qualitativa também é fundamental porque vai orientar e reorientar investimentos e estimular o empreendedorismo lical", diz.

Piscina é principal oferta de lazer.
Quanto aos serviços oferecidos pelos estabelecimentos de hospedagem, a pesquisa registrou pelo menos 188 itens, indicando boa diversificação de opções referentes a área do lazer. Os itens mais presentes são Piscina (59,1%), Sala de Ginástica (17,6%), Massagem (9,5%) e Tênis (7,3%). Em termos de área social, o destaque fica por conta de Churrasqueira, existente em um de cada cinco hotéis pesquisados. Esse índece cresce para (22,3%) para estabelecimentos menores.

Texto: Alessandro Soares, Revista Sebrae, 2006.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Gestor de viagens: uma profissão ainda desconhecida, mas muito promissora e rentável

Duas experiências recentes com o mundo acadêmico associado a turismo, a ECA e a FGV, indicam a enorme distância que existe entre o mundo real e o ensinado nas escolas. Tudo se passa como se as viagens de negócios, apesar de representarem a parte mais significativa em termos de volumes e valores envolvidos do setor, não fizessem parte deste universo. O foco das atenções dos professores e dos futuros profissionais é exclusivamente sobre o turismo tradicional. Ignora-se com isto o papel e as necessidades especificas das empresas neste mercado.
Uma pena, pois o que o Brasil mais precisa é justamente de gestores de viagens – profissionais que sejam capazes de extrapolar o mundo da hotelaria, agências e companhia aérea e entender o processo como um todo – que inclui muito mais que apenas estes três elementos. Desconhecem, por exemplo, a função crescente dos cartões de crédito e o que é GDS, nunca ouviram falar no conceito das TMCs (travel management companies), não têm a menor idéia do que significa o pagamento por fee. Faltam estrategistas e planejadores desta atividade, não por falta de interesse ou capacidade, mas simplesmente por uma miopia coletiva que parece ignorar a direção dos ventos. Desconheço qualquer instituição de ensino – seja ela do campo do turismo ou da administração – que esteja de olho neste enorme potencial de negócios.
Ao mesmo tempo, o que sobra no mercado são profissionais de alto nível preparados para introduzir estes conceitos nas escolas de turismo. São consultores de gestão que hoje atuam em seus campos mas que poderiam transferir para mundo acadêmico seus conhecimentos privilegiados, permitindo a formação de uma mão de obra qualificada e certamente em alta demanda.
Um bom exemplo vem do pioneiro consultor Samir Andraos, que anuncia um curso no centro universitário Senac voltado à Gestão de Viagens Corporativas. O programa tem por foco o gerenciamento estratégico dos processos, e se destina principalmente aos profissionais que atuam nas áreas de administração, RH e finanças. Através de uma boa gestão dos recursos internos e externos da organização, é possível reduzir custos em até 15%, explica Andraos. Ele sabe o que diz. Samir atua na área de comunicações, marketing e serviços financeiros há mais de 25 anos. Já trabalhou para Varig, e ocupou cargos executivos em empresas tais como a Motorola Communications, Philip Morris e American Express no Brasil e no Canadá. O curso, que tem duração de 52 horas, está com inscrições abertas até 24 de outubro. Mais informações no site www.sp.senac.br. Espera-se que o exemplo do Senac sirva de inspiração para outras instituições de ensino. As empresas e o mercado brasileiro, desde já, agradecem penhoradamente.

Por Fabio Steinberg - 13/10/2008 - Viajeaqui Abril.

Gestão de Viagens Corporativas: Fundamentos

Gerenciamento de viagens corporativas é uma função importante e estratégica que vem crescendo cada vez mais no mercado global. Os tópicos abaixo são uma breve introdução aos pontos básicos desta indústria crescente e empolgante.

O que é gestão de viagens corporativas?
Gerenciamento de viagens corporativas é a prática de ter um programa de gerenciamento de viagens centralizado que direciona e monitora o gasto em viagens e representações. As empresas implementam a gestão dos programas de viagens para ter um maior controle sobre as despesas de viagens e para gerenciar e rastrear seus viajantes de uma maneira mais eficaz.

Qual é a importância da gestão de viagens corporativas?
A gestão de viagens corporativas está se tornando uma função essencial para empresas que buscam controlar custos e oferecer segurança a seus viajantes. Em todo o mundo, mais e mais empresas estão implementando programas de viagens corporativas para agregar valor à organização das seguintes maneiras:
Balancear as necessidades de viagem do funcionário com os objetivos da empresa | Maximizar o valor de todo o dinheiro gasto | Garantir o controle e acompanhamento de custos | Facilitar conformidade com as políticas de viagens corporativas | Perceber os savings através dos descontos negociados | Diminuir os riscos com uma fonte de informação centralizada sobre os funcionários em viagem. | Oferecer confiança e tranqüilidade aos funcionários.

O que um gestor de viagens corporativas faz?
Gestores de viagens corporativas têm várias responsabilidades ao dirigirem um programa de viagens eficiente que ajuda as empresas a atingirem seus objetivos estratégicos, incluindo: Desenvolver, reforçar e avaliar as políticas de viagens | Negociar hotel, transporte aéreo e por terra e contratos de locação de veículos e descontos | Monitorar e analisar despesas de viagens de toda a empresa | Implementar tecnologias novas Informar viajantes sobre segurança e riscos | Gerenciar relações com empresas de gerenciamento de viagens | Controlar orçamento de gastos de viagens | Prever mudanças na indústria de viagens corporativas | Executar programas de gerenciamento de reuniões estratégicas.

Onde os gestores de viagens corporativas trabalham?
Normalmente, em empresas de médio e grande porte. Porém, com reconhecimento dos programas de gestão de viagens corporativas pelo mercado, pequenas empresas também estão adotando estas práticas pra conter custos e proteger seus funcionários.
Do site da National Business Travel Association: www.nbta.org e da Associação Brasileira de Gestores de Viagem: www.abgev.org.br

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Ministério do Turismo adota nova sistemática para convênios e contratos de repasses.

A Internet será o único meio disponível para solicitação de recursos públicos para aplicação em projetos de iniciativa de entidades públicas ou privadas sem fins lucrativos. A partir de 1º de setembro será obrigatória a utilização do Portal de Convênios, um ambiente virtual criado pelo Governo Federal para a celebração de convênios, contratos de repasses e termos de cooperação com o Ministério do Turismo e todos os outros órgãos da administração federal direta e indireta.
Por meio do Sistema de Gestão de Convênios (Siconv) serão realizadas ações como cadastramento e credenciamento dos roponentes, apresentação de projetos, acompanhamento da execução e prestação de contas.
A obrigatoriedade de uso do novo sistema, amparada no Decreto 6.170/07, representa o fim do trânsito de papéis e mais agilidade e transparência nos convênios que envolvem repasse de recursos públicos. A medida vale para todos os órgãos do Governo Federal e entidades municipais, estaduais e organizações do terceiro setor interessadas em firmar convênios com a União.
- A legislação representa um avanço porque dá transparência aos processos de transferência de recursos, promove a uniformização de procedimentos e a racionalização de custos e permite, ainda, o controle social já que qualquer cidadão pode ter acesso às informações sobre os convênios e contratos firmados pelos órgãos públicos - afirma o ministro do Turismo, Luiz Barretto.
Somente no ano passado, por exemplo, o Ministério do Turismo liberou R$ 1,3 bilhão para a execução de 2,5 mil projetos de fortalecimento da infra-estrutura turística. Foram beneficiados 1.655 municípios. Nas ações de qualificação ou certificação, onde o MTur atua também em parceria com entidades privadas sem fins lucrativos, o investimento foi de R$ 43,2 milhões contemplando 45 projetos em 280 municípios.
Site MTur
- Para facilitar a comunicação com as instituições parceiras e orientar os interessados a buscar recursos para projetos de interesse social na área do turismo, o MTur criou um espaço interativo em sua página na Internet (www.turismo.gov.br). Nesse ambiente, interligado a outros sistemas de controle do Governo Federal (Portal dos Convênios, Siafi, Sicaf, Receita Federal), é possível percorrer todo o caminho para a apresentação de propostas. Estão disponíveis formulários para cadastramento e credenciamento, documentos de apoio, legislação pertinente, informações sobre as exigências para a celebração de convênios e contratos de repasse. Além disso, existem informações específicas sobre os tipos de projetos da área de turismo que podem ser apoiados.
Outra iniciativa do Ministério do Turismo para dar divulgação à nova sistemática é a realização de palestras em todas as regiões do país. Até o final de agosto, os técnicos do ministério devem iniciar as visitas, sendo que uma das apresentações será feita para deputados e senadores no Congresso Nacional, em Brasília. As emendas parlamentares são importantes fontes de captação de recursos orçamentários para financiar o turismo. Em 2008, por exemplo, a participação do MTur no Orçamento Geral da União é R$ 2,7 bilhões. Deste total, R$ 2,15 bilhões são relativos a projetos apresentados por deputados e senadores.
Turismo & Parcerias - MTur.

Mudanças no Cadastur

O Cadastur, sistema de cadastro online de prestadores de serviços turísticos do Ministério do Turismo, vai ser reformulado. As mudanças estão previstas no projeto da Lei do Turismo, em discussão na Câmara dos Deputados, que torna obrigatório o cadastramento de pessoas jurídicas que atuam no setor, como agências de turismo, meios de hospedagem, transportadoras turísticas, organizadoras de eventos e parques temáticos.
Outros segmentos, não classificados pela lei como prestadores de serviços turísticos, a exemplo dos restaurantes e centros de convenções, também poderão optar pelo cadastramento. O Cadastur, que conta hoje com 35,5 mil cadastros, será adaptado também para facilitar o acesso do consumidor final. Antes de contratar um serviço, o turista poderá buscar informações no sistema, onde constam ainda informações sobre guias de turismo e turismólogos.
As empresas e os profissionais que estavam cadastrados no Sistema Automático de Gestão de Empresas de Turismo (Saget/Embratur) migraram para o Cadastur. Portanto, devem verificar sua situação cadastral e fazer as atualizações necessárias. Para os demais, os dados devem ser revistos a cada dois anos. O caminho para fazer a atualização é o endereço eletrônico do Cadastur (www.cadastur.turismo.gov.br) ou, em caso de dúvidas, no órgão oficial de Turismo do estado.
Lei – A projeto da Lei do Turismo, que representa um marco regulatório para o setor, foi aprovado na Câmara dos Deputados, em junho, e no Senado, em julho deste ano. A proposta retornou à Câmara, onde aguarda ser referendada pelos deputados, para depois ser sancionada pelo Presidente da República.
De Turismo & Parcerias - Mtur - Agosto 2003.

Dados do Turismo

O gasto de turistas estrangeiros no Brasil somou, em setembro, US$ 468 milhões, de acordo com dados divulgados pelo Banco Central (BC) no último dia 23 de setembro. Esse valor é 36,39% superior aos US$ 343 milhões registrados em setembro de 2007, rendendo ao mês o posto de melhor setembro de toda a série histórica – iniciada em 1969. Já o acumulado nos primeiros nove meses do ano soma US$ 4,334 bilhões, volume 20,13% maior que o total ingressado no País no mesmo período de 2007 (US$ 3,608 bilhões). O acumulado de 2008 ultrapassa em 18 milhões o desempenho total de 2006. (Dados & Fatos - MTur)

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Programa de Voluntariado nas Unidades de Conservação do Paraná - VOU

Em que consiste o VOU?

O VOU é um programa que promove, incentiva e valoriza o voluntariado nas Unidades de Conservação do Estado do Paraná, articula a oferta e a demanda do trabalho voluntário e possibilita o intercâmbio de experiências e ações entre os grupos de voluntários e os profissionais do Instituto Ambiental do Paraná.

A quem se destina?

A todos os cidadãos com idade superior a 18 anos que queiram colaborar desenvolvendo atividades de manejo e proteção nas Unidades de Conservação do Paraná.

Como você pode colaborar?

Engajando-se nas atividades de manejo das Unidades de Conservação, nos mutirões propostos pelo IAP ou por instituições públicas e privadas para desenvolvimento de ações específicas.

Que atividades poderá desenvolver?

* Informação aos visitantes;
* Desenvolvimento de projeto de Educação Ambiental e pesquisa,
* Manutenção de trilhas e instalações;
* Apoio à população do entorno;
* Trabalhos administrativos;
* Identificar focos de incêndios e outros incidentes, bem como fazer parte de grupos de resgate ou combate a incêndios;
* Recuperar áreas degradadas;
* Auxiliar na implementação de projetos de manejo das Unidades de Conservação.

Qual o procedimento para inserção no programa?

Primeiramente faça o download do cadastro de voluntários. Leia-o com atenção e selecione as Unidades de Conservação que gostaria de atuar. Após decidir onde trabalhar, o voluntário deve imprimir o cadastro, preenchê-lo e levá-lo em mãos no Escritório Regional do IAP da região da Unidade de Conservação que deseja trabalhar.

Maiores Informações

Instituto Ambiental do Paraná - IAP
Diretoria de Biodiversidade e Áreas Protegidas - DIBAP
Departamento de Unidades de Conservação - DUC
Telefone: (41) 3213-3462, Fax (41) 3213-3819
voluntariado@iap.pr.gov.br
http://www.uc.pr.gov.br/

____________________________________________________

PORTARIA IAP Nº 242, DE 07 DE DEZEMBRO DE 2004
(D.O.E.PR. Nº 0000 DE 00/12/2004)

Cria o Programa de Voluntariado em Unidades de Conservação do Instituto Ambiental do Paraná – IAP.

O DIRETOR PRESIDENTE DO INSTITUTO AMBIENTAL DO PARANÁ – IAP, nomeado pelo Decreto n° 48, de 02 de janeiro de 2003, no uso das atribuições que lhe são conferidas pela Lei n° 10.066, de 27 de julho de 1992 e alterações posteriores e pelo seu Regulamento, aprovado pelo Decreto n° 1.502, de 04 de agosto de 1992, Lei nº 11.352, de 13 de fevereiro de 1996 e Lei nº 13.425, de 07 de janeiro de 2002 e combinado com o Decreto nº 48, de 02 de janeiro de 2003,

RESOLVE:

Art. 1º - Fica criado, com base no disposto na Lei Federal nº 9.608/98, o Programa de Voluntariado em Unidades de Conservação do Instituto Ambiental do Paraná – IAP.

Art. 2º - Entende-se para efeito deste Programa por:

- voluntário: toda pessoa que, por solidariedade e responsabilidade, doa seu tempo, trabalho e talento para ações que beneficiam outros e melhoram a vida de todos;
- voluntariado: o movimento espontâneo de cidadãos em mutirão ou individualmente, que se engajam em ações solidárias, comprometendo-se em criar condições para que possam benefíciar a sociedade;
- mutirão: grupo proposto pelo IAP para realizar uma determinada ação;
- mutirão institucional: grupo proposto por um agente público ou privado para o desenvolvimento de ação objetiva.

Art. 3º - São objetivos do Programa:
- Promover, incentivar e valorizar o trabalho voluntário nas unidades de conservação;
- Articular a oferta e a demanda de trabalho voluntário nas unidades de conservação;
- Promover intercâmbio de experiências e ações entre os grupos de voluntários e profissionais do IAP;
- Potencializar a formação técnica e científica dos cidadãos interessados em atuar na questão ambiental;
- Permitir a sociedade interagir com o IAP;
- Contribuir com as ações do IAP através do empenho e colaboração voluntária em unidades de conservação.

Art. 4º - O Programa será gerenciado por uma Coordenadoria composta por:
Representante do Departamento de Unidades de Conservação;
- Representante do Departamento de Recursos Humanos e,
- Dois gerentes de unidades de conservação.

Art. 5º - As atividades a serem desenvolvidas no Programa de Voluntariado em Unidades de Conservação são:
- Prestar de informações aos visitantes;
- Desenvolver projetos de educação ambiental e pesquisa;
- Manter trilhas e instalações;
- Apoiar populações do entorno;
- Desenvolver trabalhos administrativos;
- Identificar focos de incêndio e outros incidentes, bem como fazer parte de grupos de resgate ou combate a incêndios;
- Participar de ações de recuperação de áreas degradadas;
- Auxiliar na implementação de projetos de manejo das unidades de conservação.

Art. 6º - Para integrar ao Programa de Voluntariado em Unidades de Conservação, o voluntário deverá:
- Ter idade mínima de 18 anos;
- Cadastrar-se junto ao IAP (Anexo I), no Programa de Voluntariado, apresentando proposta para o desenvolvimento de atividades na unidade de conservação que pretende atuar, discriminando datas e horários disponíveis;
- Passar por entrevista com a gerência da unidade de conservação, ou com técnicos do IAP indicado pelo Departamento de Unidades de Conservação;
- Assinar Termo de Adesão (Anexo II) entre o IAP e o Voluntário;
- Aguardar convocação a qual deverá ser efetuada de acordo com a capacidade e necessidade das unidades de conservação do Estado do Paraná.

Art. 7º - São direitos e deveres dos voluntários:

Direitos:
- Receber apoio no trabalho que desempenha (capacitação, supervisão, e avaliação técnica);
- Desempenhar suas atividades conforme o Termo de Adesão acordados entre as partes interessadas;
- Dispor de oportunidades para o melhor aproveitamento de suas capacidades recebendo tarefas e responsabilidades de acordo com seus conhecimentos, experiência e interesse;

São deveres dos voluntários:
- Discriminar no momento do preenchimento do Cadastro de Voluntários datas e horários disponíveis e unidade de conservação onde pretende desenvolver atividades;
- Assinar Termo de Adesão entre o IAP e o Voluntário, devendo cumprir com os períodos e escalas de trabalho acordados previamente;
- Escolher cuidadosamente a área onde deseja atuar conforme seus interesses, objetivos e habilidades pessoais, garantindo um trabalho eficiente;
- Ser responsável no cumprimento dos compromissos contraídos livremente como voluntário, devendo se comprometer apenas com o que de fato puder desenvolver;
- Respeitar valores e crenças das pessoas com as quais trabalha;
- Atuar de maneira integrada e coordenada com a unidade de conservação onde desenvolverá suas atividades;
- Usar de bom senso durante o desenvolvimento de suas tarefas informando sempre os responsáveis pela atividade;
- Apresentar relatório diário de atividades ao gerente da unidade de conservação ou ao coordenador responsável pela atividade;

Art. 8º - O não cumprimento dos compromissos assumidos no Termo de Adesão implica nas seguintes penalidades:
- Desligamento das atividades em desenvolvimento
- Não adesão em outras ações relativas ao Programa de Voluntariado;
- Não recebimento de certificado.

Art. 9º - Compete ao IAP no Programa de Voluntariado:
- Instituir coordenação para gerenciamento do Programa de Voluntariado conforme disposto no artigo 4º desta Portaria;
- Normatizar o funcionamento do Programa de Voluntariado;
- Capacitar os gerentes de unidades de conservação e os coordenadores das atividades relativas ao Programa;
- Divulgar o Programa, disponibilizando as informações para adesão via internet;
- Credenciar os voluntários através da Coordenação para gerenciamento do Programa;
- Disponibilizar estruturas físicas, equipamentos e materiais informativos das unidades de conservação, para que os voluntários possam desenvolver seus trabalhos;
- Capacitar os voluntários e direcionar os trabalhos a serem desenvolvidos;
- Criar e disponibilizar a cartilha para os Voluntários;
- Disponibilizar crachá, camiseta ou colete que identifique o Voluntário;
- Promover encontros, seminários ou palestras para os voluntários;
- Emitir certificado referente ao desenvolvimento das atividades do voluntário, bem como emitir carta de apresentação;
- Providenciar meios de transporte, alimentação e hospedagem para os voluntários, quando do desenvolvimento das atividades fora da cidade de sua residência. Alimentação e hospedagem se darão em alojamentos situados nas unidades de conservação. O transporte se dará por meio rodoviário, a partir do município sede do Escritório Regional do IAP responsável pela administração da unidade de conservação, sendo que deslocamentos inter-regionais eventualmente poderão ser autorizados pelo IAP;
- Prover recursos financeiros para cobrir despesas referentes ao desenvolvimento de atividades voluntárias;
- Buscar parcerias para o desenvolvimento do programa;
- Fornecer seguro de acidentes pessoais ao Voluntário, durante a sua permanência na Unidade de Conservação.

Art. 10 - A participação no Programa de Voluntariado deverá ser através do desenvolvimento de atividades em unidades de conservação ou em mutirões organizados para o desenvolvimento ações pontuais específicas.

Art. 11 - Os interessados poderão candidatar-se ao Programa nas seguintes modalidades:
- Individualmente para atuar em unidades de conservação;
- Em mutirão para o desenvolvimento de atividades pontuais específicas;
- Empresas ou instituições sem fins lucrativos em parceria com o IAP para o desenvolvimento de atividades ambientais conjunta.

Art. 12 – A resolução de problemas relativos aos voluntários deverão ser realizadas juntamente com o técnico responsável pelo desenvolvimento da atividade.

Art. 13 - O gerente da unidade de conservação ou o coordenador do mutirão, deverá encaminhar para aprovação da Coordenação do Programa, proposta de ação definindo: períodos, atividades, números de voluntários necessários, escala de trabalho, materiais e recursos financeiros necessários.

Art. 14 - As ações voluntárias deverão ser descentralizadas e administradas através dos Escritórios Regionais do IAP, de acordo com a necessidade de cada unidade de conservação, sob a supervisão da Coordenação do Programa.

Art. 15 – O Termo de Adesão deverá ter no máximo um ano de duração, podendo ser prorrogado conforme entendimento das partes interessadas.

Art. 16 - O Programa de Voluntariado deverá ser avaliado através de encontro anual, com a participação da Coordenação do Programa, dos gerentes de unidades de conservação e dos coordenadores de mutirões.

Art. 17 - Qualquer eventualidade em relação ao Programa de Voluntariado deverá ser comunicada imediatamente à Coordenação do Programa e ao Departamento de Unidades de Conservação.

Art. 18 - O IAP deverá publicar Edital das Unidades de Conservação, as quais dispõem de estrutura para desenvolvimento do Programa, especificando número de vagas para voluntários e atividades.

Art. 19 - A adesão do Voluntário ao Programa deverá ser espontânea e gratuita não gerando qualquer vínculo trabalhista ou previdenciário.

Curitiba, 07 de dezembro de 2004

Lindsley da Silva RASCA RODRIGUES
Diretor Presidente do IAP