terça-feira, 25 de novembro de 2008

Trem de alta velocidade Rio-São Paulo (TAV)

O trem rápido de passageiros a ser implantado entre o Rio de Janeiro e São Paulo integra uma ligação que conecta as duas maiores regiões metropolitanas do país, cuja população reúne aproximadamente 29 milhões de habitantes. Juntos, os respectivos estados participam com mais de 44% do PIB brasileiro, onde estão instaladas mais de 50% das indústrias do país.
Por sua importância para a economia do país, essa ligação a ser operada por trens rápidos de passageiros foi incluída no Plano Nacional de Viação, lei federal 11.297/2006. Essa medida permite que o governo federal a inclua em iniciativas futuras visando sua implantação, contando para isso com participação privada.
Nos últimos anos diversos estudos foram desenvolvidos, visando conhecer melhor diversos aspectos desse eixo, como suas características físicas, os volumes estimados da demanda distribuídos nos modos atuais, etc. Dentre eles, destaca-se o desenvolvido entre 1997 e 1998, envolvendo os governos do Brasil e da Alemanha.
Este estudo propõe a implantação de um trem de alta velocidade interligando os dois principais centros urbanos brasileiros, São Paulo e Rio de Janeiro prolongando-se até Campinas.
A diretriz de traçado proposta nesse estudo, além de atender as regiões metropolitanas de São Paulo e Rio de Janeiro, previa também a implantação de estações intermediárias em importantes pólos regionais, tais como São José dos Campos, Taubaté, Jundiaí, Resende e Volta Redonda.
O traçado proposto pelo estudo requeria a implantação de nova infra-estrutura ferroviária, aproveitando-se pequenos trechos da faixa de domínio ferroviária existente, principalmente nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro e Campinas. Este traçado se desenvolve ao longo de eixo rodoviários consolidados no Estado de São Paulo – marginal do Rio Tietê, rodovias Anhanguera, Dutra e Airton Senna e ao longo de faixa de servidão de linhas de transmissão de energia elétrica no Estado do Rio de Janeiro, no trecho entre Barra Mansa e o Rio de Janeiro.
Segundo esse estudo, o tempo de viagem entre São Paulo e o Rio de Janeiro seria de 130 minutos, com os trens trafegando a uma velocidade média de 330 km/hora. Nos períodos de pico seriam ofertados serviços com intervalo de 15 minutos, integrando uma oferta diária de 88 trens diariamente entre São Paulo e Rio de Janeiro.
Mais recentemente, um novo estudo propôs a implantação de uma ligação de 403 km operada por trens com velocidade comercial de 285 km/h, estabelecendo um tempo de viagem de aproximadamente 85 minutos, com intervalo de 15 minutos entre as composições, sendo oferecidos 110 horários diários. Não estavam previstas paradas intermediárias entre as metrópoles do Rio de Janeiro e SãoPaulo.
Para definir a melhor forma de implantação dessa ligação ferroviária, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES foi incumbido pelo governo federal à definir como será a modelagem desse serviço.
Essa ligação se constituirá numa alternativa de alta confiabilidade operacional na conexão entre os dois maiores aglomerados urbanos do país, assegurando um tempo de conexão constante, independente das condições climáticas ou do tráfego entre as duas capitais, atendendo também algumas paradas intermediárias em seu percurso, em pontos que não comprometam a competitividade e o bom desempenho operacional do sistema.
Para assegurar a competitividade desse meio de transporte perante outras alternativas, espera-se que o tempo de viagem entre seus extremos não seja superior ao tempo total de deslocamento atualmente gasto no modo aeroviário nessa ligação, considerando aí os tempos de chegada e saída dos aeroportos.
Para a maior eficiência dessa ligação, seus terminais deverão estar plenamente conectados com as redes locais de transporte sobre trilhos (metrô e trem metropolitano), disponibilizando aos usuários fácil acesso aos centros urbanos das capitais conectadas.
Da mesma forma, essa ligação deverá apresentar plena conectividade a outros eixos sobre trilhos a ela associada, como os atendimentos á região metropolitana de Campinas – a terceira em importância do país – e aos atendimentos complementares dos aeroportos de Cumbica e Viracopos.
Fonte: Agência de Desenvolvimentos de Trens Rápidos entre Municípios.

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